Gartner discute a próxima geração de infra-estrutura de software

O analista teve como responsabilidade dar o panorama do ambiente de TI que será discutido durante os dois dias do evento por outros especialistas e principais fornecedores do segmento. “Nossos estudos mostram que apenas 40% do ambiente e TI é de um único fornecedor”, aponta Lheureux. Partindo desta premissa, projetos de integração e suas implementação são o dia-a-dia dos investimentos corporativos.
“No ambiente ideal existem os aplicativos de negócio conversando entre si, onde cada pedaço é o um fragmento do negócio. Mas se a informação não fluir por todo este ambiente existem problemas”, reforça o analista. Para fazer um bom diagnóstico de como anda cada ambiente, Lheureux pede para que os executivos de TI analisem principalmente cinco pontos: comunicação, adaptadores, formato dos dados, inteligência nos dados e, abrangendo todos os anteriores os aplicativos de BPM (business process management).
Para o analista, a comunicação entre os aplicativos e um adaptador para que os pontos A e B possam conversar, por exemplo, devem ser seguidos das soluções que padronizem todos os dados para um mesmo formato. Esta deve ser a base do ambiente que assim receberá soluções para uma análise mais inteligente das informações. E envolvendo todo este ambiente as soluções de gerenciamento dos processos de negócios, ou BPM, sem o qual “os passos anteriores não terão resultado”, conclui Lheureux.
Feito o diagnóstico, caberá ao executivo de TI buscar as soluções existentes no mercado e que sejam ideais para a realidade do seu ambiente. Os executivos têm como alternativa deixar na mão de apenas um fornecedor ou trabalhar com vários deles. “Mesmo tendo de trabalhar com múltiplas soluções é preciso chegar a um consenso”, reflete o analista.
Como última recomendação, Lheureux orienta as empresas a criarem grupos de profissionais para discutirem todos os aspectos envolvidos nos projetos de integração. “É preciso separar as responsabilidades, aprender novas metodologias e saber negociar os níveis de acordo nos contratos, por exemplo. E apenas um grupo conseguirá abranger todos os aspectos de um projeto”, finaliza Lheureux.
