Que Fusion posso comprar agora?
Mas se você quiser comprar agora uma máquina equipada com uma UPA, terá que se contentar com um desempenho não tão brilhante. Porque o que a AMD lançou no mercado há cerca de um mês foram os processadores Fusion C-Series e E-Series.
A primeira é a menos poderosa. Em contrapartida, sua dissipação térmica de projeto (TDP, a quantidade máxima de calor que o sistema de arrefecimento de um microprocessador pode ser solicitado a dissipar; veja detalhes no artigo da Wikipédia sobre “Thermal Design Power“) é de apenas 9W o que, usando uma linguagem técnica rebuscada, pode ser classificado na categoria de “merreca”.
A série C (conhecida até recentemente pelo nome de código “Ontario”) consiste de apenas dois membros, o C-30 e o C-50. Ambos oferecem baixo desempenho. O C-30 usa um único núcleo escalar Bobcat operando a 1,2 GHz combinado com um núcleo vetorial com tecnologia Radeon que opera a 277 MHz e contém 80 unidades de cálculo vetorial, tem um cache interno de 512 KB e seu controlador interno aceita memórias DDR3 de até 1.066MHz, tem um decodificador de vídeo integrado e suporta DirectX 11. Seu irmão mais velho, o C-50, tem as mesmas características, porém dispõe de um segundo núcleo escalar e cache de 1 MB e por isso pode se dar ao luxo de operar apenas em uma frequência de 1GHz e ainda assim oferecer um desempenho bastante superior ao C-30. Ambos os chips se destinam a “netbooks” de baixo desempenho ou a “tablets“.
Até o momento, a única máquina que conheço equipada com um destes processadores é o Toshiba NB550D, que usa um C-50 em um “notebook” com tela de 10″ mas que, por questões de marquétingue da Toshiba, não está à venda no mercado americano (embora esteja disponível no europeu e asiático).
Já com a série E (conhecida até recentemente pelo nome de código “Zacate”), a coisa é diferente. Também consiste apenas de dois membros, o E-240 e o E-350, mas como dissipam o dobro da potência (TDP de 18W) oferecem um desempenho muitíssimo superior.
[singlepic id=3082 w=320 h=240 float=]
À exemplo da série C, o membro mais fraco, o E-240, usa um único núcleo escalar Bobcat com cache de 514 KB interligado a uma unidade vetorial. Mas este núcleo escalar opera em 1,5GHz e a unidade vetorial, também Radeon de 80 unidades internas de cálculo, opera em 500 MHz, com seu decodificador de vídeo integrado e compatível com DirectX 11. Já o irmão maior, o E-350, tem dois núcleos escalares Bobcat (veja figura), 1 MB de cache interno e opera em 1,6 GHz.
Se você quiser experimentar o desempenho de um deles, pode encomendar imediatamente um micro devidamente equipado com Fusion. Pois há no mercado americano (e, procurando bem, quem sabe no brasileiro; eu fiz uma pesquisa rápida e não encontrei nenhuma, mas a tendência é que elas apareçam por aqui logo e, talvez, quando esta coluna for publicada, já haja alguma disponível) duas máquinas equipadas com o E-240 e três com o E-350.
Os fabricantes são conceituados: Toshiba, Acer e HP. Os preços sugeridos são baixíssimos. Variando da bagatela de 350 dólares americanos, preço do Toshiba Satellite C655D-S5133, um “notebook” tela larga de 15,6″ equipado com um Fusion E-240 (cuja análise de desempenho pode ser encontrada aqui e cuja imagem pode ser vista na figura da página inicial desta coluna) até os 550 dólares do HP Pavillion dml-3020us com tela de apenas 11,6″ mas equipado com câmara de vídeo, wi-fi, som de boa qualidade, 2GB de memória RAM e, claro, um E-350 de núcleo duplo (veja análise aqui).
Além destes podem ser ainda encontrados o Acer AS5253-BZ602 (E-350), o Toshiba Satellite C650D-BT2N15 (E-240) e o HP Pavillion dmlz-eox1 (E-350), na faixa intermediária de preços.
Portanto, se você quiser ser um dos pioneiros no uso de uma UPA e verificar se os micros realmente oferecem as quase dez horas de operação contínua com uma única carga de bateria, não faça cerimônia: encomende já a sua máquina. A Internet está cheia de sítios oferecendo um dos modelos acima. E estou certo que em mais algumas semanas, muitos outros aparecerão.
Bom proveito.
B. Piropo
Desde o início do ano, a redação acompanha como a Copa do Mundo 2026 extrapola…
A NiCE anunciou a criação do NiCE Labs, um laboratório voltado ao desenvolvimento e à…
A maioria dos programas de transformação corporativa não entrega o que promete. Essa é a…
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na quarta-feira (10) os recursos apresentados pela…
A realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 pode representar um dos maiores testes…
O Google e a gestora de venture capital Monashees anunciaram nesta semana, durante o evento…