Facebook e Twitter dominam o ambiente corporativo
<p>A questão agora é: será que esses serviços do mercado de consumo permanecerão dominantes nas empresas ou os serviços de negócios os substituirão?</p>

Com todo o burburinho sobre plataformas sociais corporativas, você pode pensar que o SharePoint , o Yammer , o Chatter e o Jive estejam no topo da lista de ferramentas de colaboração populares no ambiente de trabalho.
Errado.
As duas maiores redes sociais do mercado de consumo, Facebook e Twitter, ainda lideram, e por uma larga margem, segundo pesquisa recente que Avanade com mil empresários e líderes e 4 mil funcionários de TI.
Entre aqueles que usam as redes sociais para colaborar no trabalho, 74% disseram que usam o Facebook. Em segundo lugar está o Twitter, usado por 51%, seguido pelo LinkedIn, com 45%. Era aceita mais de uma opção entre as redes em uso.
A plataforma social corporativa melhor colocada na pesquisa foi o SharePoint, da Microsoft, usado por 39% dos entrevistados, seguido do IBM Connections (17%) e do Salesforce Chatter (12%).
A consumerização levou as redes sociais para o local de trabalho. A questão agora é: será que esses serviços do mercado de consumo permanecerão dominantes nas empresas ou os serviços de negócios os substituirão?
Embora existam vários serviços que começaram no mercado de consumo, mas fazem sentido quando usados nas empresas – como o Dropbox e Evernote – o Facebook e o Twitter realmente não são as melhores ferramentas quando se trata de colaboração social corporativa.
Os produtos corporativos são projetados para tornar mais fácil e seguro o compartilhamento interno de documentos e o trabalho em grupo. Tendem a ter muito mais recursos desenvolvidos tendo a área de negócios em mente, como o compartilhamento de informação e de dados e não apenas o compartilhamento de arquivos.
“As empresas estão enfrentando uma série de problemas com o uso dessas tecnologias baseadas consumidor no ambiente corporativo. Estão limitando em suas capacidades de colaboração na empresa, então acredito que os clientes estão prontos para dar o próximo passo e migrarem para as redes sociais corporativas”, argumenta Ken Vassallo, diretor de software e serviços de cloud da Avanade.
De acordo com a pesquisa, os serviços com foco no negócio estão realmente preparados para conquistar clientes. Os tomadores de decisão mecionaram planos concretos para investir em tecnologias projetadas especificamente para colaboração corporativa nos próximos 12 meses, segundo o relatório. Entre eles, 23% disseram que pretendem começar a usar o SharePoint e o mesmo número, o Chatter. Já o Facebook é a última opção entre as plataformas sociais que esses tomadores de decisão planejam adotar no próximo ano.
Um grande desafio para as empresas, além da implantação de uma plataforma social corporativa, é motivar os funcionários a usá-las. Pessoas que usam o Facebook, Twitter e outros serviços criados para o mercado de consumo no trabalho provavelmente o farão com maior naturalidade. Isso significa que as plataformas sociais corporativas terão que trabalhar muito bem suas interfaces para que sejam simples e intuitivas para os trabalhadores começarem a usá-las.
Se os funcionários têm ferramentas que estão ligadas aos processos que eles fazem todos os dias e integradas na sua infraestrutura, essas ferramentas serão usadas”, disse ele.
4 fases para implementação das redes sociais no ambiente corporativo
Na opinião do diretor do programa de inovação estratégica da Unisys, Nicholas D. Evans, a integração dos ambientes colaborativos nas empresas deve ocorrer em quatro etapas, “sendo que algumas podem acontecer simultaneamente”. São elas:
Fase I – Uso de ferramentas de mercado
Nesse estágio, as organizações que querem melhorar o relacionamento com os clientes podem iniciar um trabalho em redes sociais, como o Facebook e o Twitter. As companhias também podem implementar soluções pontuais, como a criação de blogs e wikis.
Fase II – Uso de soluções mais sofisticadas
O surgimento de plataformas colaborativas, como o Jive, o Newsgator, o SocialText e o Telligent, usados para comunicação interna nas organizações, marcam o início da segunda fase no ciclo de adoção tecnológico. Nesse momento, ao CIO é dada a oportunidade de planejar o posicionamento das soluções na estrutura da organização.
Com base nessas ferramentas, as empresas podem melhorar os portais para gestão de conhecimento, o que as habilita a refinar qualitativamente o resultado das colaborações e aumenta a conectividade e a interação com o público ou a audiência visados. Também é possível usar um número maior de mecanismos para colher e compartilhar ideias.
Fase III – Integração das ferramentas aos processos e aplicativos corporativos
Nessa etapa, os CIOs precisam determinar de que maneira a computação social pode ser aplicada para incrementar as funcionalidades dos processos e das aplicações corporativos. A computação social tem a habilidade de trazer mais recursos colaborativos para os sistemas legados. O segredo é integrar as funcionalidades de colaboração para acelerar a realização de tarefas.
Nesse momento, os executivos de TI das companhias também devem traçar planos para erradicar problemas com aplicativos de negócio transacionais. Essas soluções, normalmente customizados, oferecem uma tremenda eficiência de processos às transações padrão, ao passo que, em caso de eventuais erros ou falhas, eles congelam todo um sistema. Recurso de computação colaborativa que forem somados aos aplicativos podem oferecer as soluções necessárias para contornar esse estado crítico de maneira mais eficiente que qualquer telefonema ou conversa pessoal.
Fase IV – Funções integradas
À medida que a rede ocial amadurecer, ela deve ser incluída em uma série de aplicações corporativas e se tornará mais um item embutido no software.
