Ex-funcionários acham normal levar dados corporativos após demissão

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8:57 am - 13 de fevereiro de 2013

Eles podem e vão levá-los: metade dos empregados afirma que pode levar os dados corporativos com eles após deixarem a companhia ou serem demitidos. Além disso, 40% planejam usar essas informações em suas novas posições em outras organizações. Tais constatações integram uma pesquisa produzida pelo Ponemon Institute a pedido da Symantec.

O estudo ouviu mais de 3,3 mil pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Brasil, China e Coreia do Sul. O objetivo principal era avalia a ameaça à propriedade intelectual e o abuso por parte dos empregados.

Uma das coisas que surpreende é que, para 62% dos empregados, essa prática de levar os dados embora não está errada, pelo contrário, eles acreditam que não existe problema em tomar posse de informações corporativas armazenadas nos PCs, tablets, smartphones ou aplicativos de compartilhamento de arquivos em nuvem. Outros 56% disseram que usar as informações do antigo emprego em novas posições não é um crime. Eles consideram que a pessoa que criou a propriedade intelectual é dona dela. 44% dos ouvidos afirmam que um desenvolvedor que escreveu o código fonte para a empresa é coproprietário daquele trabalho, enquanto 42% afirmam que não é crime reusar o código fonte em outras companhias.

Mas o real problema parece residir no fato de que muitas organizações não priorizam políticas e a proteção de dados em si: 38% dos participantes disseram que seus gerentes consideram a proteção de dados uma prioridade, enquanto mais da metade entende que tomar posse das informações empresariais seja uma prática legítima uma vez que suas organizações não reforçam nenhuma política contrária a essa atividade.

?As empresas não podem focar suas defesas apenas em ataques externos ou invasores maliciosos que planejam vender informações roubadas para um ganho monetário. O funcionário, que está em posse de dados confidenciais sem qualquer peso na consciência por não entender que isso é errado, pode representar uma grande ameaça à corporação?, afirmou Lawrence Bruhmuller, vice-presidente de engenharia e gerenciamento de produto da Symantec.

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