Estudo de rastreamento ocular mostra potencial publicitário do Google+

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11:35 am - 26 de agosto de 2011

Quando o Google+ começar a lidar com propagandas, elas deverão se sair tão bem quanto aquelas divulgadas no Facebook. A opinião consta em estudo de rastreamento ocular, que observou o modelo de resposta instintiva dos consumidores ao layouts dos dois serviços.

O estudo foi conduzido pela EyeTrackShop, uma empresa que mede a resposta para mídias e publicidades usando painéis de consumidores que concordam em deixar um app  de webcam rastrear sua resposta a estímulos visuais. A ideia é medir objetivamente como as pessoas reagem a layouts e aplicativos, em vez de meramente questioná-los sobre suas reações.

?Posicionamos uma propaganda no site do Google+ para testar se colocada em um lugar similar (ao do Facebook) o que aconteceria?, afirmou Jeff Bander, vice-presidente sênior de serviços client da EyesTrackShop. ?Descobrimos que as pessoas olham para os dois da mesma forma, o que para o Google é uma boa notícia?.

Não que o Facebook seja o rei em chamar a atenção para publicidade. De fato, os testes com propaganda em outros sites são vistos tipicamente por 74% das pessoas, comparados com 53% da rede social. ?Também leva cerca de 5 segundos para que vejam a propaganda, o que representa muito tempo?, afirmou Bander. Então sob a perspectiva dos publicitários, ele deixa espaço para melhoria.

O estudo de rastreamento ocular mostrou que o padrão típico de resposta para o Google+ é quase idêntico ao visto na home page do Facebook. Isso não é surpreendente.  Sua aparência geral lembra muito a do concorrente. Quando a EyeTrackShop colocou as propagandas na barra da direita, os resultados foram similares, com cerca de metade das pessoas olhado para os anúncios. A empresa de pesquisa também testou colocar os anúncios no canto superior esquerdo, e os resultados foram ainda melhores.

Tudo isso é especulativo no momento, já que o Google não dá indicações de quando começará a incorporar anúncios no Google+, mesmo que os publicitários estejam loucos por isso. A empresa tem o histórico de testar um novo produto na sua audiência e introduzir a maneira correta de publicidade.

?Uma coisa que o Google faz muito bem ? e o Facebook também ? é sacrificar um pouco a exposição de anúncios para manter a experiência do usuário?, afirmou Bander.

O Google+ também está desenvolvendo uma boa reputação como forte condutor de tráfego de referência. A empresa de marketing de internet WordStream recentemente relatou que mesmo em sua fase atual de teste, a rede social é melhor que o LinkedIn e se sai muito bem frente ao Facebook e o Twitter. A observação foi obtida em medida de tráfego feita pela empresa no relatório Where Does Google Make Their Money?, que gerou cerca de um milhão de visitas únicas ao blog Wordstream no período de uma semana, cerca de metade delas vinda de mídia social.

Em outras palavras, esse tráfego foi feito por meio de postagens e compartilhamento de links, fora do controle direto da WordStream. Aqui estão as colocações:

1º Lugar: Facebook, com 47,26% dos visitantes

2º Lugar: Twitter, com 27,51% dos visitantes

3º Lugar: Google+, com 15,42% dos visitantes

4º Lugar: LinkeIn, com 9,81% dos visitantes

?Como é possível que o Google+, com apenas 20 milhões de usuários, possa estar à frente do LinkedIn, com mais de cem milhões de usuários, e perto do Twitter, que tem 175 milhões??, perguntou em uma postagem de blog o CTO da WordStream, Larry Kim. Ele especula que talvez tenha algo a ver com o pouco tempo do serviço, menos bombardeado por spam e também ao fato ter usuários mais engajados.

Apesar desse miniestudo ter sido baseado em um tráfego para seu blog, Kim afirmou por e-mail que esse padrão continuou nas últimas semanas.

(Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini)

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