Estrutura de canais da Oracle vai triplicar

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9:00 am - 18 de março de 2014

Num rápido bate-papo com jornalistas presentes no Oracle Open World, Luiz Meisler, vice-presidente executivo da Oracle para a América Latina, abordou rápidos pontos sobre a estratégia da Oracle junto a parceiros de canais e o mercado latino como um todo.

?Quando se trata da América Latina, o Brasil tem a maior participação, algo em torno de 45% do faturamento da região?, contou Luiz. Hoje, a Oracle conta com 1,8 mil canais no Brasil, e tem a intenção de triplicar o número de parceiros, tanto no País, quanto em toda a região. “São mais certificações, mas especializações e maior foco em verticais”, disse o VP, sem especificar mais a proposta de crescimento.

Dentro de um universo de 9 mil produtos, o executivo acredita que todas podem ter aderência ao mercado nacional, porém deve se olhar para as ofertas de forma mais focada. ?É claro que o País comporta nossas soluções, mas com o crescimento da demanda por produtos cada vez mais específicos, o caminho natural é que o leque de opções fique menor e mais focado?, afirmou o executivo, se esquivando quanto a pergunta referente às soluções que a Oracle vê como foco de negócios no País.

A Oracle conta com estrutura de atendimento segmentada em níveis: ?Temos 40 contas estratégicas atendidas diretamente por nós, e por vezes colocamos um canal junto ao negócio, e este é o primeiro nível de atendimento. O segundo nível é feito através da Oracle, mas com presença mais forte do parceiro, e, por último, temos o atendimento apenas através do canal, que são as médias e pequenas empresas?, contou Luiz.

Seguindo o discurso adotado por Mark Hurd, CEO da Oracle, em recente entrevista para a CRN EUA, o VP afirma que os parceiros são essenciais para a estratégia de abrangência da companhia, uma vez que ?eles chegam onde a Oracle não consegue ter rápida adesão?, principalmente no que se trata de cidades do interior de grandes capitais. ?Hoje, mais de 50% das vendas globais da companhia são feitas através de canais?, complementou o executivo.

Entre as verticais que serão foco do ?ataque? da Oracle estão o setor financeiro, Telecom e varejo, num primeiro momento, e petrolíferas e companhias de infraestrutura em geral ? como construtoras -, são ?interessantes e essenciais? para o crescimento da fabricante.

Quando questionado sobre por qual motivo o parceiro/ cliente deveria optar por uma solução da Oracle e não da IBM, por exemplo, o VP foi direto: ?Somos uma empresa de produtos e a IBM é uma empresa de serviços. São aproximações de negócios diferentes, mas entendemos que nosso posicionamento e oferta são mais interessantes?, afirmou.

A IBM é a maior implementadora das tecnologias da Oracle, mas também é uma das maiores concorrentes, contou Luiz, que lembrou: ?Vivemos num mundo complicado. Tudo que pode agregar valor técnico a um produto nosso será utilizado, mas, quanto a parceria com outros fabricantes, somos sempre mais competidores do que parceiros?.

Na hora da pergunta de sempre ? investimentos em parceiros e no País, faturamento estimado e expectativa de crescimento, o executivo brincou dizendo ?Estamos em fechamento de trimestre e não podemos falar de números, não queremos colocar meu emprego em xeque?.

A Oracle conta com escritórios no México, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia, Costa Rica, Porto Rico, Colômbia, e Argentina ? que atende à Bolívia, Uruguai e Paraguai. O México, aliás, é o segundo país de maior faturamento da Oracle na América Latina.

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