Especial smartphones: mais aplicativos móveis a caminho

Muito pouco mudou desde a última pesquisa a respeito dos aplicativos móveis mais essenciais. Acesso a e-mail é o rei, seguido por contatos e calendário, depois correio de voz. Antes de adicionar os smartphones à sua lista suportada, tenha certeza de que ela pode dar conta dessas funções básicas em seu ambiente. Os menos essenciais – por ora – são os aplicativos de produtividade office gerais, que são implementados em um a cada três dispositivos e cresceu cerca de 30% nos últimos 24 meses, entre nossos levantamentoss. Um aumento não tão dramático como se pode pensar, dado o atual surto “há um aplicativo para isso” do mercado, mas algo notável se considerarmos que os dispositivos oferecidos, em si, não mudaram muito. O Microsoft Office 2010 é um exemplo de como os fornecedores irão reforçar a pressão para conseguir aplicativos em telefones.
A nova suite Office, disponível para os negócios desde meados de maio, tem funções desenvolvidas especialmente para o uso em smartphones, como o botão “tire-uma-foto” para incluir uma foto no aplicativo OneNote. Conforme mais fornecedores desenvolvem versões compatíveis com celulares inteligentes para aplicativos corporativos, espere que a demanda dos funcionários cresça.
A conclusão é que qualquer estratégia de gestão de dispositivos móveis precisa ser planejada considerando os diversos aplicativos para smartphones, não só os diversos dispositivos. Ao menos 40% das empresas estão implementando aplicativos móveis em celulares inteligentes, de acordo com a pesquisa da InformationWeek Analytics sobre mobilização de aplicativos, em novembro de 2009; com um adicional de 11% que pretendiam implementar em 12 meses e 6%, entre 12 e 24 meses. No entanto, apenas 21% indicavam adoção abrangendo toda a empresa, com 42% apontando para implementações por departamentos específicos.
Em muitos casos, assim como na nossa pesquisa sobre gestão de devices, a preocupação com segurança impede a expansão de aplicativos. Outro inibidor é a insana quantidade de plataformas para smartphones: na pesquisa sobre mobilização de aplicativos, quando perguntamos sobre a principal arquitetura de aplicativo móvel/sem fio, 40% disseram cliente de plataforma móvel nativa; 8% preferem a combinação híbrida de cliente browser/nativo; e 5% gostam da abordagem de middleware móvel.
No entanto, prevemos que, conforme as escolhas de dispositivos móveis se expandam – pensem em iPads, slates e os netbooks Google Chrome – e apresentem ambientes maduros, veremos muito mais uso de aplicativos fora de e-mail, portanto, se prepare.
Algo para observar: conforme os aplicativos continuam se multiplicando em novos e exóticos hardwares e sistemas operacionais, assegurar e vetar tudo se tornará uma tarefa assustadora. Fique de olho nos produtos de segurança, em especial, sistemas de proteção de ponto final, para ver como os fornecedores colocam dispositivos móveis, como iPads, na pasta de proteção corporativa.
Fornecer habilidade de acesso remoto é de máxima importância para a área de TI. As pessoas que vivem a vida móvel querem acessar a rede interna de outros lugares, como aeroportos e cafés – onde quer que estejam. Isso reforça a necessidade de autenticação do usuário com o dispositivo e, então, o usuário com a rede corporativa. Se o dispositivo for perdido ou roubado, não queremos correr o risco de alguém xeretando os dados armazenados internamente.
É claro que para ter acesso remoto, serviço wireless, em forma de WiFi ou 3G/4G é absolutamente necessário. A área de TI vai precisar de um plano para solucionar eventuais problemas de conectividade entre smartphones e aplicativos essenciais, como e-mail. Nosso ponto: comece a planejar – e fazer reserva – para o software além de gestão de devices que será necessário para maximizar a produtividade.
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