Especial IT Web 10 anos: união de Meego e Atom representa força móvel para Intel

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12:46 pm - 24 de maio de 2011

O segmento móvel é um dos que mais crescem e diversas consultorias

apontam que a venda de smartphones irá superar a comercialização total de PCs

nos próximos anos. De olho neste aquecido segmento, a Intel tem investido para

não perder muito tempo. A fabricante, que chegou a desdenhar o mercado de

netbooks e hoje o domina, tentará a mesma façanha no mundo dos celulares

inteligentes e, para isso, aposta pesado no casamento do processador Atom e da

plataforma MeeGo, parceria entre a empresa e a Nokia.

No início deste ano, durante a Consumer Electronics Show

(CES), a LG apresentou um protótipo de

smartphone equipado com o Atom, classificado pela Intel como o mais potente

processador do mercado. Já em Barcelona, no maior evento de telefonia móvel, o

World Mobile Congress, Intel e Nokia lançaram a parceria para o desenvolvimento do Meego, casamento de dois sistemas operacionais móveis de código aberto.

“De acordo com a Pyramid Research, em quatro anos serão

vendidos 150 milhões de smartphones

na América Latina e é um volume interessante. A penetração de smartphones no total de celulares é

crescente e chegará a 30% em 2014. E isto, aliado ao acesso à web móvel e à

melhor experiência”, pontua Américo Tomé, gerente de produtos da Intel para

América Latina, mostrando o porquê do interesse da fabricante.

Para o executivo, o crescimento da presença de celulares

inteligentes acompanha também a necessidade que as pessoas criaram de estar

conectadas a todo instante e em qualquer lugar. “A Intel quer desenvolver

produto e trabalhar com ecossistema de customização de sistema operacional como

o MeeGo e com o desenvolvimento de aplicativos para levar a experiência mais

rica possível” frisa.

De acordo com Tomé, o cenário atual ainda não é ideal. A

experiência mediana da web móvel está relacionada, de acordo com o executivo da

Intel, não apenas com a qualidade da rede, mas também com as características

técnicas dos dispositivos. Isso faz, por exemplo, com que algumas páginas não

possam ser acessadas, prejudicando a interação do usuário.

“A arquitetura Atom para smartphones,

em termos de internet, é a mesma que fizemos para PC. Fora o poder de

processamento, o diferencial está na compatibilidade, ele é baseado em x86 e

compatível com internet e mundo PC”, explica Tomé. Outra função que o

processador, encontrado nas versões 1.1 Ghz e 1.6 Ghz, traz é a multitarefa.

Tomé encerrou a entrevista ao IT Web lembrando que a tendência que se assiste de acessar internet

por meio de aplicativo ocorre porque os dispositivos ainda não suportam a

experiência ideal. “Quando tem dispositivo com tempo de resposta adequado e que

acesse os sites com que se está acostumado, há tendência de browser ganhar força novamente.”

Leia mais:

Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e

telecomunicações IT Web. Para comemorar a data,

diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com

objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças

pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências

que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!

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