Especial IT Web 10 anos: união de Meego e Atom representa força móvel para Intel

O segmento móvel é um dos que mais crescem e diversas consultorias
apontam que a venda de smartphones irá superar a comercialização total de PCs
nos próximos anos. De olho neste aquecido segmento, a Intel tem investido para
não perder muito tempo. A fabricante, que chegou a desdenhar o mercado de
netbooks e hoje o domina, tentará a mesma façanha no mundo dos celulares
inteligentes e, para isso, aposta pesado no casamento do processador Atom e da
plataforma MeeGo, parceria entre a empresa e a Nokia.
No início deste ano, durante a Consumer Electronics Show
(CES), a LG apresentou um protótipo de
smartphone equipado com o Atom, classificado pela Intel como o mais potente
processador do mercado. Já em Barcelona, no maior evento de telefonia móvel, o
World Mobile Congress, Intel e Nokia lançaram a parceria para o desenvolvimento do Meego, casamento de dois sistemas operacionais móveis de código aberto.
“De acordo com a Pyramid Research, em quatro anos serão
vendidos 150 milhões de smartphones
na América Latina e é um volume interessante. A penetração de smartphones no total de celulares é
crescente e chegará a 30% em 2014. E isto, aliado ao acesso à web móvel e à
melhor experiência”, pontua Américo Tomé, gerente de produtos da Intel para
América Latina, mostrando o porquê do interesse da fabricante.
Para o executivo, o crescimento da presença de celulares
inteligentes acompanha também a necessidade que as pessoas criaram de estar
conectadas a todo instante e em qualquer lugar. “A Intel quer desenvolver
produto e trabalhar com ecossistema de customização de sistema operacional como
o MeeGo e com o desenvolvimento de aplicativos para levar a experiência mais
rica possível” frisa.
De acordo com Tomé, o cenário atual ainda não é ideal. A
experiência mediana da web móvel está relacionada, de acordo com o executivo da
Intel, não apenas com a qualidade da rede, mas também com as características
técnicas dos dispositivos. Isso faz, por exemplo, com que algumas páginas não
possam ser acessadas, prejudicando a interação do usuário.
“A arquitetura Atom para smartphones,
em termos de internet, é a mesma que fizemos para PC. Fora o poder de
processamento, o diferencial está na compatibilidade, ele é baseado em x86 e
compatível com internet e mundo PC”, explica Tomé. Outra função que o
processador, encontrado nas versões 1.1 Ghz e 1.6 Ghz, traz é a multitarefa.
Tomé encerrou a entrevista ao IT Web lembrando que a tendência que se assiste de acessar internet
por meio de aplicativo ocorre porque os dispositivos ainda não suportam a
experiência ideal. “Quando tem dispositivo com tempo de resposta adequado e que
acesse os sites com que se está acostumado, há tendência de browser ganhar força novamente.”
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pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências
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