Especial IT Web 10 anos: RIM investe em superaplicativos móveis

O que você busca quando acessa um aplicativo no smartphone? Facilidade, com certeza,
está entre as prioridades. A Research In Motion (RIM) assiste a esse tipo de
anseio com muita atenção. A fabricante, que contribuiu para a popularização dos
celulares inteligentes, avalia as tendências em torno das aplicações há algum
tempo e já havia percebido o dinamismo que estava por de trás deste formato.
Como comenta o gerente de inteligência de mercado da RIM
para América Latina, Alex Zago, há um certo consenso quando se discute o mundo
da computação em nuvem e virtualização de que tudo será em formato browser,
mas, nos smartphones, “o formato é
aplicativo.”
Twitter e Facebook, duas das redes sociais mais populares,
possuem versões móveis de seus portais, mas o que ajudou a explodir o uso no
espaço de celulares inteligentes foram os aplicativos móveis, principalmente
pelo dinamismo que eles trazem. “A RIM visualizou isto com antecedência e já
começamos a trabalhar o conceito de superaplicativo, ou seja, completamente
integrado ao sistema operacional”, avisa Zago.
No caso da aplicação que a companhia desenvolveu para
Facebook, explica o executivo, existe uma interação total entre a plataforma e
o programa. Se o usuário recebe um convite para uma festa via rede social e
aceita, isto é automaticamente incluído na agenda. A lista de contatos faz um
cruzamento e puxa as fotos dos amigos. E, a partir da agenda, você pode
escolher que tipo de mensagem quer mandar: SMS, e-mail ou via Facebook e, tudo
isto, sem acessar browser.
A App World, loja de aplicativos da RIM, não é como a App
Store, da Apple, em número de aplicações, mas Zago argumenta dizendo que existe
uma grande preocupação da fabricante nesta seara. Eles buscam inserir
aplicações no canal online que realmente possam levar algum valor e serão
utilizadas pelo usuário. “Se você olhar o mercado de smartphones, o grande
volume de aplicativo baixado é gratuito e descartado logo após o primeiro uso,
queremos que o uso seja recorrente.”
Zago observa ainda que, apesar de não diminuir a importância
dos navegadores, os aplicativos têm sido um dos diferenciais para elevar a
venda de smartphones. Antes, lembra o executivo, era funcionalidade de e-mail,
agora são as aplicações. Para o gerente de inteligência de mercado, o mundo
móvel funciona como a quarta tela que, em algum grau, substitui o desktop,
principalmente no caso de tarefas rápidas ou consultas e traz o ponto
fundamental da sociedade que se forma que é o conceito de “sempre conectado”.
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