Especial IT Web 10 anos: Qualcomm investe em plataforma móvel mais popular

Atualmente, uma das palavras-chave dentro da Qualcomm é
popularização. A companhia, de olho num filão que vai muito além dos usuários
que hoje compram os smartphones
disponíveis no mercado, trabalhou em uma linha de processadores mais simples e
também em um sistema operacional voltado para celulares comuns como forma de
facilitar o acesso às aplicações móveis.
O country manager
da fabricante, Paulo Breviglieri, lembra que a relação do usuário com a web
móvel passou por grandes mudanças na última década. “De 2000 a 2010 temos o período
de surgimento da banda larga móvel, impulsionada pela 3G, que surgiu na metade
da década”, relembra.
Por todo o histórico da empresa, o executivo conhece bem a
evolução das tecnologias, o início da exploração 3G por meio da EVDO e,
posteriormente, com HSPA. “A HSPA ganhou escala um pouco depois; a Claro foi uma
das precursoras”, relata. Estes momentos são importantes, embora fuja um pouco
do assunto central desta série de reportagem, porque é a partir do surgimento de redes mais rápidas e com qualidade – não
que elas já estejam no ideal – a experiência de interação com aplicações de
diversos tipos se tornou mais rica para os brasileiros.
“Com 3G muda tudo, hoje temos uma oferta muito mais ampla de
serviços. Os dispositivos passaram a contar com interfaces mais ricas e vivemos
cada vez mais com dispositivos convergentes”, referenda. Ele recorda que o
celular veio agregando funcionalidades: foi lançado com serviço de voz, agregou
mensagens que era do Pager e, com a banda larga móvel, incorporou funcionalidades
de PC.
Colhendo frutos
Com as avaliações em mãos e confiante na convergência
anunciada há algum tempo, a fabricante tem investido em duas linhas diferentes:
a popular, com chips e o sistema operacional Brew MP; e a sofisticada, com o
processador Snapdragon, formulado tanto para smartphones high
end, como o Nexus One do Google (veja galeria de fotos)
e para um novo formato de dispositivo
que a companhia batizou de smartbook.
No caso do Brew MP, a ideia é levar o conceito de sistema
operacional também para celulares simples ou mesmo um celular inteligente de
custo mais baixo. “É um sistema novo com o objetivo de massificar o smartphone.
A AT&T é a primeira telco que aderiu à plataforma. A proposta é ser leve é
flexível”, detalha o country manager.
Você pode estranhar o fato de o acordo ter sido fechado com
a operadora e não com uma fabricante. Mas Baviglieri explica que as telcos
querem, de alguma forma, entrar no nicho de aplicativos com mais força e ter à
disposição aparelhos simples com o conceito de sistema que permita compra de
conteúdo e tráfego de dados é essencial para esta estratégia.
“Hoje a oferta é mais fácil para smartphone, quando você olha celulares mais simples, o software é
proprietário e a oferta de conteúdo fica complicada. Com o Brew MP, isto muda e
esta é a nossa motivação.” Na etapa inicial, a plataforma será compatível com
aplicativos Java, Flash e também na linguagem Brew, ambiente desenvolvido pela
própria Qualquomm há dez anos.
Já com o Snapgragon, o executivo informa que existem em
torno de 40 projetos, além do conceito de smartbook, um dispositivo que fica no
limiar do smartphone e do netbook. Ele compila funções computacionais e de
telefonia com a vantagem da longa duração de bateria. “Formulamos o conceito e
temos dois produtos, um da Lenovo e outro da HP”, conclui.
Leia mais:
Há dez anos, nascia o portal de notícias de tecnologia e
telecomunicações IT Web. Para comemorar a data,
diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com
objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças
pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências
que podem trilhar a próxima década da internet. Acompanhe o especial!
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