ERB implementa ERP na nuvem para estruturar crescimento

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10:23 am - 10 de dezembro de 2012

Unir a flexibilidade e velocidade da nuvem a uma solução capaz de criar um ambiente completamente seguro para os investimentos e direcionamentos estratégicos e financeiros foi a maior necessidade enxergada pela ERB, quando seu corpo diretivo se deu conta que precisava ir além dos processos que estavam usando, de uma forma que efetivasse os planejamentos futuros e a integração de módulos que auxiliassem na vazão e continuidade dos negócios.

A escolha pelo SAP All-in-One se deu, segundo Paulo Vasconcellos, diretor-executivo da ERB, por dois motivos essenciais: o primeiro é ?o poder de estruturação e gestão da solução, com todas as possibilidades de integração que ela oferece? e o segundo é ainda mais estratégico: ?Sabemos que implementar SAP influencia diretamente no valor de mercado de uma companhia. Como temos a intenção de em algum momento no futuro nos tornarmos públicos, contar com o ERP deles será essencial para mostrar a clareza dos nossos negócios?, explica. ?Imediatamente a essa visão de futuro vem a necessidade de criar todo o sistema de governança corporativa, que atenda as requisições de uma empresa de mercado. Pesquisando e entendemos que contar com a ferramenta é quase um atestado de qualidade para empresas que querem abrir o capital.?

Antes de ir a fundo ao caso, vale ressaltar que a ERB ? Energias Renováveis do Brasil ? tem em seu DNA um já complexo negócio, que é a geração de energia de biomassa por meio de tecnologias sustentáveis. Em seu institucional, a companhia explica que projeta, investe, constrói e opera plantas de cogeração de energia (vapor e eletricidade), garantindo, através da produção própria de biomassa, segurança de suprimento, redução nos custos de energia e nas emissões de carbono. ?Nosso startup se deu em 2008 e, desde o início, nosso processo parte desde o plantio até a construção da planta industrial?, complementa Vasconcellos. ?Tecnologia é parte essencial do nosso negócio.?

De volta à implementação, Luis Garcia, gerente de TI da ERB, explica que a companhia já contava com processos definidos, mas estava ?travada? em sua gestão, por isso era fundamental contar com implementação em ondas, ou seja, que fosse capaz de adicionar as metodologias já utilizadas, mas que, conforme a necessidade de crescimento da empresa, possibilitasse a adição de módulos, com plataformas replicáveis, e processo de controle centralizado em São Paulo. ?O projeto foi desenhado e executado pela T-Systems, que trouxe um aporte de padrões de segurança para trabalhar na nuvem privada e, juntamente aos processos pré-definidos do ERP, mostrou grande capacidade de compreender nosso negócio e ajustar as competências da solução?, diz o gerente de TI.

A chave da implementação é que não havia nenhum sistema de gestão vigente dentro da companhia, apenas alguns processos. O projeto se iniciou pela aplicação de sistemas básicos, como contabilidade, financeiro e folha de pagamento, e, aos poucos, a ERB começará a adicionar módulos mais ?densos? como o sistema de gestão florestal e a ferramenta de gerenciamento de projetos.

Melhorias

O projeto teve duração de três meses, com um mês de suporte, com a preparação para a implementação levando três meses, o que reduziu muito problemas comuns de concepções como essa, como variações no escopo e prazo. Tudo se deu por ?finalizado? em 10 de fevereiro, data ?em que fizemos a passagem do suporte para a operação normal?, lembra Garcia.

Anteriormente o processo era mais simples, pois focava o pagamento, controles financeiros e gestão de fluxo de caixa. Atualmente, é muito mais integrado entre compras, financeiro e tributário. ?Ainda não (podemos definir os resultados obtidos em números), pois estamos na fase da descentralização. Já percebemos uma maior agilidade no processo de compras, por exemplo, mas estamos na fase de adaptação do ERP?, explica o líder de TI.

Vasconcellos, porém, afirma que, comparado a 2011, o processo de orçamento ganhou em velocidade de acesso aos acontecimentos e lançamentos do ano, e também foi notado ganhos em precisão de projetos e comunicação. ?Temos, também, maior visibilidade das notas fiscais em aberto. Conseguimos fazer o acompanhamento muito mais seguro da entrada delas?, acrescenta.

Considerações da experiência

Garcia explica que o projeto não foi ?tão traumático como imaginado por alguns amigos da área?, pois a inexistência de um software de gestão tornou a implementação ?única?. ?Outra coisa é que hoje, mais que nunca, eu entendo que cloud computing é a única forma de trazer redução de custos para as empresas. Contar com um ERP na nuvem é uma equação vencedora, que atende ao negócio, com melhor gestão com o fornecedor e otimização do relacionamento interno, assim como coloca TI diretamente dentro dos esforços estratégicos da organização?, pontua o gerente. ?O papel da TI é ajudar o negócio e, ainda mais no nosso caso onde a equipe é enxuta, contar com um parceiro efetivo, como foi a T-Systems, é de grande valia, pois eles cuidam da nossa nuvem privada, fazem a infraestrutura rodar.?

?Não existe uma receita para cloud computing e SaaS. As empresas têm que reavaliar e pensar bastante, pois serão pressionadas por essa necessidade de flexibilidade. Cloud computing permite uma estrutura enxuta da área de TI para o cliente. O papel, sobretudo do gerente de TI, é gerenciar o nível de serviço e os aspectos globais da operação, tendo mais tempo para apoiar o negócio no crescimento e busca de soluções?, incentiva Garcia.

Vasconcellos conta que no segundo semestre de 2013 a empresa começa a operar o primeiro projeto, saindo da mesa de ?desenho? e partindo para a execução, e ter o ERP já rodando será essencial para a gestão do ciclo de vida do processo de produção. ?Vamos implementar muitos mais módulos, ganhando mais complexidade, mas sem perder nosso modo ágil e flexível de hoje?, finaliza.

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