Entrevista: a aposta da SEC em comunicação unificada |Pág 2

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8:14 am - 17 de julho de 2008

IWB – Apesar de ainda ser incipiente, vocês já identificaram setores que têm procurado mais soluções de comunicação unificada?

Alvarenga – Sim, alguns segmentos em serviços, principalmente varejo e seguradoras.

IWB – Por que estes setores?

Alvarenga – Pela própria característica de pulverização. Os

profissionais de companhias destes segmentos estão em campo ou em

deslocamento, então, acaba sendo natural o interesse.

IWB – Qual é a maior demanda da companhia hoje?

Alvarenga – Serviços gerenciados. Este é um mercado que tem aumentado

muito. Para você ter uma idéia, no ano passado, crescemos 30% só com

serviços gerenciados. Reforçamos muito esta área e hoje temos um centro

de gerenciamento de rede e de segurança.

IWB – A parte de serviços tem enfrentado dificuldades, tanto nacionais

como internacionais. Como você compete em um mercado tão acirrado como

este?

Alvarenga – Você só consegue competir se tiver escala, recursos

técnicos, alta capacitação e capilaridade. O fato de a Siemens

Enterprise estar em diversas cidades do Brasil faz com que tenha

condições de gerenciar e operar a rede onde o cliente esteja.

IWB – Como foi a separação das duas empresas – Siemens e Siemens Enterprise Communications?

Alvarenga – Hoje, a SEC é parte do Grupo Siemens, porém, como entidade

legal separada e processos independentes e com foco em soluções IP. A

separação em termos de entidade legal ocorreu entre meados de junho e

começo de outubro de 2006. Este foi o período no qual reformulamos ou

criamos atividades, funções e áreas que compartilhávamos com a Siemens,

desde jurídico, tributário, fiscal, comunicação e marketing. A unidade

de negócios em si passou por poucas mudanças porque os produtos e

serviços continuariam iguais aos de quando éramos uma unidade de

negócios. Junto com isso, fizemos a migração de sistemas e ferramentas

que tinham de estar no ar em outubro de 2006.

IWB – Como foi a criação dessas áreas de back office?

Alvarenga – Como passamos a nos alinhar com a SEC global, muitos

processos adotados por ela foram replicados aqui. Mas foi uma

força-tarefa porque desenhamos tudo o que seria necessário para que a

empresa estivesse rodando de maneira independente em outubro daquele

ano.

IWB – Nesse processo, como ficou a fábrica de Curitiba?

Alvarenga – Estudamos bem o caso porque não podíamos perder os

benefícios fiscais que já tínhamos conquistado e para que continuasse

exportando. Então houve a necessidade de se regulamentar e deixar a

fábrica totalmente de acordo com a legislação. Foi um trabalho hercúleo

na época para conseguirmos fazer em tempo.

IWB – A fábrica ficou sendo da SEC?

Alvarenga – Sim, com a separação, ela ficou sendo uma fábrica exclusiva

nossa. Hoje, ela produz não só para a SEC, mas também para outras

empresas da própria Siemens como telefones com e sem fio e celulares.

IWB – Como vocês sentem a relação do governo para se conseguir, no Brasil, uma maior competitividade?

Alvarenga – O que eu vejo é que o governo agora está tomando

iniciativas não só voltadas ao mercado interno, mas também com vistas à

competitividade internacional. E, aí, temos grandes oportunidades,

especialmente para o software. Ainda existem passos a tomar com relação

à mão-de-obra. Nós temos problemas deste tipo no caso de segmentos

muito especializados. A mão-de-obra existe, mas ela é escassa, então,

acabamos pagando mais caro. Pela demanda que o mercado possui, se

houvesse uma política de formação, o mercado teria como absorver isso

facilmente.

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