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Empresas líderes de TI são mais propensas a colaborar com a concorrência, diz estudo

Líderes do setor de TI estão mais dispostos a colaborar com concorrentes, diz nova pesquisa da Tata Consultancy Services. A consultoria publicou um estudo feito com 1.200 CEOs e executivos seniores no qual revela uma grande divisão nas estratégias digitais de empresas líderes e seguidoras. No Brasil, a maioria dos entrevistados acredita que, até 2025, sua maior competição virá além das fronteiras da indústria tradicional.

Realizado pelo TCS Thought Leadership Institute, o estudo avalia como as grandes empresas globais ajustarão suas estratégias competitivas até 2025, após a pandemia. “Os executivos seniores são sempre desafiados a liderar suas organizações para serem mais competitivas e o aumento da digitalização apenas acelera esse ímpeto”, disse Krishnan Ramanujam, Business Group Head da área de Serviços de Negócios e Tecnologia da TCS.

O relatório “Onde, como e com o quê líderes competirão na nova década: descobertas do Estudo Global de Liderança TCS 2021” revela uma grande divisão nas estratégias digitais de empresas com melhor desempenho (Líderes) em relação às que estão atrás (Seguidoras). Em destaque, a pesquisa revelou que 80% das Líderes estão mais dispostas a colaborar com os concorrentes, em comparação com as Seguidoras (23%).

O estudo também observou que a Inovação foi classificada como o aspecto mais importante da cultura organizacional, seguida por Diversidade, Inclusão e Igualdade de Oportunidades, Orientação para a Qualidade e Centralidade no Cliente.

Enquanto as empresas Líderes classificaram a Centralidade no Cliente como a principal prioridade cultural, as Seguidoras a classificaram em 6º lugar, indicando que as empresas de alto desempenho incorporam uma mentalidade de ‘cliente primeiro’ em toda a organização, diz o estudo.

Até 2025, os entrevistados acreditam que 41% de sua receita virá de novos serviços. Com isso, as Líderes esperam 44% da receita vinda de novos serviços, enquanto as Seguidoras esperam 40%, segundo o relatório da Tata. Os entrevistados projetaram que, até 2025, 46% de sua receita virá de produtos ou serviços puramente digitais. As Líderes esperam que seja ainda maior – 56%.

Quando questionados sobre onde precisam usar os dados de maneira mais eficiente, as Líderes classificam as Campanhas de Marketing Digital em primeiro lugar, seguidas por Iniciativas de Vendas e Atendimento ao Cliente, sugerindo que suas empresas precisam melhorar a maneira como os dados do cliente são usados para criar demanda e melhorar a experiência do cliente.

Empresas brasileiras subestimam a inovação

No entanto, no Brasil, mesmo com o crescimento maciço das oportunidades digitais, a maioria das empresas brasileiras entrevistadas subestima a quantidade de inovação em estratégia, produtos e serviços, processos de negócios e abordagens de liderança que precisarão para competir.

Além disso, segundo o estudo, as empresas brasileiras têm muito mais probabilidade, do que as outras respondentes da pesquisa, de avaliar fatores políticos, fiscais e regulatórios ao decidir onde competir até 2025. E três quartos dos entrevistados brasileiros acreditam que sua maior competição até 2025 virá de além das fronteiras da indústria tradicional, particularmente de empresas digitais (32%).

Para Tushar Parikh, Country Head da TCS no Brasil, as empresas brasileiras entendem a importância da transformação digital e muitas já estão se preparando para esse momento.

“O Estudo Global de Liderança deixa claro que os líderes sabem que devem investir em novos produtos e serviços, porém o maior investimento está em aprimorar o que já é oferecido pelas organizações. As empresas que conseguirem perceber a necessidade de inovar durante este cenário de transformação digital terão uma grande vantagem no mercado”, afirma Parikh.

O estudo corrobora com essa afirmação de Parikh. Os entrevistados brasileiros acreditam que até 2025, 43% da receita virá de novos produtos e serviços que eles não comercializam hoje.

Atualmente, os entrevistados brasileiros estão à frente de todos os outros entrevistados na pesquisa sobre automatizar as interações de marketing e pós-venda com o cliente e os dados do cliente são a principal fonte de ideias inovadoras dos entrevistados globais. As empresas brasileiras têm 9 pontos percentuais menos probabilidade de priorizar essa fonte, estando atrás da busca por ideias de colaboradores, recompensas a funcionários criativos e reconhecimento interno por apresentar ideias.

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