A Amazon deverá reforçar a vigilância sobre os conteúdos que violam suas políticas de serviço em nuvem. A empresa contratará um grupo de pesquisadores da AWS para desenvolver experiências, com pesquisadores externos, para monitorar ameaças futuras, segundo fontes da agência de notícias Reuters.
A Amazon pretende adotar uma abordagem mais proativa para determinar quais tipos de conteúdo violam suas políticas de serviço em nuvem, como regras contra a promoção da violência, e impor sua remoção, de acordo com duas fontes da Reuters.
Na semana passada, a gigante de tecnologia derrubou um site hospedado no AWS que apresentava propaganda do Estado Islâmico, incluindo a celebração de um atentado que que matou cerca de 170 afegãos e 13 soldados americanos, em Cabul. A notícia sobre sua nova estratégia ocorreu após a gigante de tecnologia ser questionada pelo The Washington Post, em reportagem sobre o atentado, segundo o jornal.
A ação também ocorre após a invasão do Capitólio, no início do ano, enquanto a vitória de Joe Biden para presidente dos Estados Unidos era ratificada, e a Amazon expulsou um aplicativo de mídia social de sua estrutura de nuvem por incitar a violência antidemocrática.
“O AWS Trust & Safety trabalha para proteger os clientes, parceiros e usuários da Internet da AWS de pessoas mal-intencionadas que tentam usar nossos serviços para fins abusivos ou ilegais. Quando a AWS Trust & Safety é informada sobre comportamento abusivo ou ilegal nos serviços da AWS, eles agem rapidamente para investigar e envolver os clientes para tomar as medidas adequadas”, disse a AWS em um comunicado.
“A AWS Trust & Safety não faz uma revisão prévia do conteúdo hospedado por nossos clientes. À medida que a AWS continua a se expandir, esperamos que essa equipe continue a crescer”, acrescentou.
Fontes familiarizadas com o assunto disseram à Reuters que a Amazon contratará um pequeno grupo de pessoas em sua divisão AWS para desenvolver experiência e trabalhar com pesquisadores externos para monitorar ameaças futuras. Segundo a reportagem, a mudança de postura pode tornar a Amazon uma das mais poderosas árbitras de conteúdo permitido na internet, diz a Reuters.
Apesar de já proibir atividades ilegais ou fraudulentas, que incitam a violência ou promovem a exploração e o abuso sexual infantil, a Amazon pretende desenvolver uma abordagem para problemas comuns aos provedores de nuvem, como determinar quando é a hora de intervir em um site de desinformação, por exemplo, segundo uma das fontes da reportagem da Reuters.
No entanto, enquanto pesquisadores e ativistas pressionam as grandes empresas de tecnologia a assumirem sua responsabilidade sobre os conteúdos hospedados em seus serviços de nuvem, conservadores condenam a restrição da liberdade de expressão.
A nova equipe da AWS, diz a Reuters, não planeja vasculhar a vasta quantidade de conteúdo que as empresas hospedam na nuvem, mas terá como objetivo se antecipar a ameaças futuras, como grupos extremistas emergentes cujo conteúdo pode chegar à nuvem da AWS, a fonte adicionou.
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