EMC: transformação da TI e dos parceiros

Os planos de crescimento da EMC para crescer em seus números estão cada vez mais atrelados às expectativas de negócios com parceiros. Há cerca de dois anos, a companhia iniciou uma série de ações para alavancar canais para oferta de cloud. Entre as campanhas, a mais impactante foi a ?jornada para a nuvem?, que trazia em sua essência a ideia de transformação dos negócios. Neste ano, efetivamente, transformar a TI é o lema da fabricante para se posicionar como um dos nomes principais dentro do modelo.
Para incentivar os parceiros, a companhia acelerou uma série de medidas dentro do Velocity, seu programa de canais, para viabilizar uma melhor visão das oportunidades de negócios para provedores de serviços gerenciados (MSPs, na sigla em inglês) e integradores, principalmente dentro de data centers ou na construção de nuvens privadas, públicas ou no desenvolvimento de serviços no modelo híbrido.
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Ainda recentemente, adotou o discurso de data center definido por software e criou a plataforma EMC ViPR, alavancando para os canais as possibilidades de negócios junto à companhia e aliados como VMware, RSA e Cisco. Agora o momento é de definir métricas definitivas, e entender as necessidades dos parceiros para que os planos saiam do papel, conta Anna Dorcey, diretora sênior de marketing para parceiros da EMC para as Américas, em entrevista exclusiva para a CRN Brasil.
A executiva afirma que este ?é o melhor momento para ser parceiro da EMC?, pois a companhia está se movimentando em conjunto para fazer com que os canais sejam ouvidos. Não somente isso, ela acredita que, embora ainda complexa em diversos aspectos, a fabricante começa a se fazer entender com uma comunicação mais clara e objetiva.

Os planos de marketing também estão ganhando mais objetividade. ?Se o parceiro entende que num evento há uma oportunidade de alavancar os negócios, vamos trabalhar juntos para que os resultados saiam. Vamos entender onde está o valor que ele encontrou ali?, explica. ?No fim do dia, os números são da EMC, e o canal é também EMC.?
Para ela, a mensagem de transformação da TI que embala os anseios da fabricante só poderá emplacar se toda a companhia estiver em sintonia e trabalhando para causar a ruptura necessária dentro dos clientes e em novas contas. Programas de treinamento e capacitação estão sendo ampliados para que os parceiros atendam às demandas de mercado, conta.
Anna explica, também, que as equipes de marketing para canais estão trabalhando de forma inteligente para atender a necessidades regionais. Ou seja, o direcionamento global é sobre trabalhar junto com o parceiro, mas a linha de negócios do Brasil é diferente da que existe no México ou Argentina, e é dessa forma que ela espera poder entender melhor os mercados onde a companhia está presente.
Falando em Brasil, a executiva entende que as dimensões do País requerem, também, uma comunicação diferenciada para cada região do território. ?Os grandes centros representam oportunidades, mas a cobertura completa trará ainda mais negócios?, pondera.
Até o final do ano, a companhia espera ter alinhado todas as expectativas, para que em 2014 as linhas de negócios sejam suficientemente capazes de explorar melhorar novas oportunidades e ofertas.
