Em 43 anos, nunca usei código fechado em softwares, Maddog

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11:04 am - 27 de julho de 2012

“Estou na ciência da computação há 43 anos e nunca usei código fechado para desenvolver softwares”, afirmou Jon “Maddog” Hall, diretor-executivo da Linux Internacional  e guru do software livre, em sua palestra durante o 13º Fórum Internacional Software Livre (fisl13).

Maddog citou nomes importantes da tecnologia como seu amigo Dennis M. Ritchie, falecido em 2011, um dos criadores do sistema Unix, e Alan Turing, cientista da computação britânico que exerceu papel importante na criação do computador e desde 1975 é considerado o pai da Informática.

Segundo Maddog, já em 1969 existiam grupos de usuários que trabalhavam em projetos livres. O próprio Unix foi criado por um destes grupos, dentro da AT&T, uma companhia americana de telecomunicações. O experimento acabou chegando às universidades, que começaram a colaborar e melhorar o programa.

“Depois de um tempo as empresas de telefonia já queriam vender o sistema e cobravam US$ 160 mil por máquina. Somente universidades com centros de pesquisas podiam pagar U$ 350 por licença”, conta. Desde aquela época, segundo Maddog, a ideia de que não é possível ganhar dinheiro com software livre não se justifica. “Se alguém disser isso, dê o exemplo de Mark Spencer, da RedHat, que é um milionário graças à cultura livre”, provoca.

“As empresas que não trabalham com software livre mudam os seus programas e lançam novas versões justamente para que os usuários precisem comprar, já que não podem adquirir uma parte do software apenas”, justifica Maddog.

Perdas anuais

Durante a Campus Party Brasil 2011, Maddog havia lembrar que cerca de R$ 6,250 bilhões são perdidos anualmente no mundo por conta de problemas em softwares ou dificuldades de administração das plataformas.  Hall justificou a afirmação com base nos seguintes dados: atualmente as pessoas perdem cerca de 15 minutos com esses problemas.

Baseado no 1,250 bilhão de desktops que existem no mundo e que são perdidos cerca de R$ 5 por problema, isso resulta a perda monetária de R$ 6,250 bilhões.

Com base nesse prognóstico, o especialista considera importante a entrada de profissionais no setor, vista a vasta gama de oportunidades.

 

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