Dimension Data trará OneCloud em 2014 e alinha parceria com EMC e Akamai

Gigante no mercado global, com faturamento de quase US$ 6 bilhões, a Dimension Data tem muito espaço para crescer no mercado brasileiro, com a oportunidade de ?fazer bem feito?. As palavras são de Marcelo Menta, presidente da integradora no País, que assumiu o posto há quase cinco meses, e é o responsável por estruturar os planos de crescimento da empresa no Brasil.
Campeões do Canal 2013: escolha seu fornecedor favorito
Assine a newsletter da CRN Brasil
Siga a CRN Brasil no Twitter
Curta a Fan Page da CRN Brasil
Faça parte da comunidade CRN Brasil no LinkedIn
Para conectar a expectativa de crescer em solo nacional em 40% no ano fiscal iniciado em 1º de outubro, a empresa iniciará os trabalhos com as parceiras globais EMC e Akamai (por meio da Exceda) em território tupiniquim. Não somente isso, foram adicionados quase quinze novos profissionais à operação brasileira, visando, principalmente, expandir o ponto de contato entre a integradora e os clientes.
?Para crescer nesta margem, não se pode errar. Não dá tempo de errar. Normalmente, escolhe-se as prioridades. No nossa caso, não podemos fazer isso?, avalia o executivo, que considera a meta de crescimento agressiva, mas palpável.
Segundo ele, ainda há muitas vagas para preencher por aqui, principalmente para especialistas em negócios na nuvem, pois a integradora trará no 1º dia de janeiro de 2014 o OneCloud, unidade que tange a diferentes ofertas de cloud computing. No País, a estratégia será iniciada com infraestrutura como serviço (IaaS), mas aos poucos o “tudo como serviço”, ou ??X?-as-a-Service? será disponibilizado para o mercado, abrangendo a todas as possibilidades com a nuvem, diz o executivo.
Neste certame, a companhia está avaliando a parceria com alguma fornecedora de infraestrutura em data center para iniciar os trabalhos. Entre as possibilidades, está a Terremark, em São Paulo, Ativas e Algar, em Minas, além de outros provedores na capital paulista e Rio de Janeiro. ?Cloud computing ainda é pouco explorado no Brasil. O ticket é baixo, devido ao modelo de assinatura, então iniciar com a própria infraestrutura é caro; o retorno vem depois de dois ou três anos?, explica.
Talvez, a Terremark acabe por ser a infraestrutura escolhida. A NTT, companhia japonesa que adquiriu a Dimension Data, tem um ponto de presença no data center da empresa do Grupo Verizon, parceira da integradora nos Estados Unidos. No Brasil, ainda, a estrutura localizada em Alphaville (SP) é um Network Access Point (NAP), o que pode ser um ponto positivo para a parceria. Menta, porém, ressalta que a empresa está avaliando as possibilidades.
A proposta de ?tudo como serviço? do OneCloud é vista como uma das estratégias que podem liderar a jornada de várias companhias para a nuvem, segundo pontuou o Gartner ainda no início do ano. Com sua chegada no País, a possibilidade da implementação do programa de parcerias com outros integradores pode também aterrissar. A oferta possibilita a criação de serviço de nuvem pública ou privada, seja dentro de empresas ou com alianças com outras organizações.
Networking, mobilidade e segurança são as outras linhas de negócios que a Dimension Data está trabalhando no País. Entre as parceiras para essas áreas, Cisco, Symantec, Riverbed, F5 Networks, Fortinet, NetApp, EMC entre outros estão na linha de frente para angariar negócios. Menta acredita que a adição da Akamai a todo processo dará mais corpo a qualquer oferta, tendo em vista as áreas de ataque possibilitadas pela nuvem.
O executivo continuará a trazer alianças globais para efetivar as expectativas de negócios. ?Mas cada uma a seu tempo, e conforme for aderente ao mercado?, pontua.
Telecomunicações
Um dos grandes trunfos da Dimension Data frente aos concorrentes está no mercado de telecomunicações. Globalmente, a companhia é conhecida por ser o braço de serviços de operadoras, trabalhando em diversos momentos como White label dessas companhias. No País, a expectativa é fazer o mesmo.
Segundo o executivo, já há contato com as principais operadoras do Brasil para que essa veia de negócios ganhe destaque. Mas ainda são conversas insipientes, que tendem a crescer conforme a demanda.
?Nosso foco está em não somente prover toda infraestrutura do cliente dessas operadoras, mas também levar todos para a nuvem. Temos capacidade de fazer isso. Temos duas operadoras bem encaminhadas para White label dentro de telecomunicações, embora tenhamos contato com todas?, acrescenta.
Negociar com operadoras é muito difícil, diz Menta, devido ao nível de maturidade e sofisticação dos sistemas dentro dessas companhias. Mas na medida que se mostra resultado, o número de vendedores aumenta consistentemente, tendo em vista que os executivos destas companhias passam a divulgar a forma de atuação da integradora, acredita.
Visão
?Estratégia é para amador. É essencial, mas basicamente é só papel. Execução é para profissionais. Entregar resultado é o grande desafio, e acredito que temos muito para agregar ao mercado?, afirma Menta. ?Temos suporte para crescer e estamos investindo no aumento da nossa base de relacionamento e atendimento do cliente.?
