Depois de ser afetada por apagão, MR Consultoria prevê 2013 mais aquecido

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9:00 am - 18 de março de 2014

O ano de 2012 ? ou o ano do fim do mundo ? não foi fácil para Miguel Ruiz, fundador da MR Consultoria. A companhia, que desde 1999 oferece outsourcing de TI a diversos setores da economia, perdeu seis importantes contratos por um problema aventado por boa parte da indústria de tecnologia brasileira: falta de mão de obra. E como sua atividade depende 100% de pessoas qualificadas, o reflexo foi imediato.

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?Já estamos conseguindo reverter esse problema. Em 2013 estamos conseguindo retomar parte desses contratos?, contou Ruiz à CRN Brasil. Com faturamento na casa de 13 milhões de reais, a falta de efetivo fez com que a companhia não ganhasse algo em torno de 100 mil a 150 mil reais.

?2012 foi um ano atípico, houve um turnover muito alto?, comentou. Ruiz emprega 150 pessoas espalhadas pelo Brasil, com presença em nove Estados (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Parané, Manaus, Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul) e 32 cidades. A média de troca de funcionários ficou em 23% para analistas e 17% para cargos de chefia, como coordenação e supervisão. ?A área iniciante, de suporte e help desk, foi a que mais se destacou?, explicou, contextualizando que diversas companhias viram um aquecimento do mercado maior do que realmente se apresenta, o que fez com que elevassem muito o salário desses profissionais, estimulando a instabilidade nas empresas. Ruiz já identifica que esse movimento, em 2013, está desaquecendo, e que os índices de turnover passam a voltar ao normal.

Cerca de 70% dos clientes da MR Consultoria terceirizam toda sua área de TI com a companhia. ?Somos os CIOs das empresas?, contou. Os outros 30% representam projetos pontuais, como por exemplo a implantação de ERPs. Há clientes em sua carteira que faturam um bilhão de reais e deixam nas mãos da companhia todo o seu orçamento de tecnologia.

Por compreender que a formação básica dos profissionais no Brasil é muito ruim, a companhia investe no treinamento de seus funcionários. No ano passado, 3,5% dos ganhos foi destinado a capacitação do pessoal, com cursos desde faculdade até pós-graduações e algumas especializações. Para este ano a proporção a ser investida ainda está em discussão, mas certamente será ao menos a proporção do ano anterior.

De maneira calma, Ruiz explicou o porquê de ter aberto essa situação complicada pela qual passou  no ano anterior. ?Se você quer arrumar as coisas, não pode tampar a realidade?, afirmou. Já saindo do dia a dia operacional da empresa ? suas funções são repassadas nos últimos anos a cargos de confiança ? o executivo formado no mercado, em empresas como IBM, espera um 2013 melhor. ?Vamos crescer 20%?, finalizou.

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