Dell alfineta HP e garante que não vai abandonar PCs

Não precisou ser direto, mas todo mundo entendeu. “Nós mantemos nosso compromisso com consumidores”. Foi com esta fala que Michael Dell, CEO da companhia que leva seu nome, abriu a coletiva de imprensa da primeira edição do Dell World, encontro com parceiros e clientes promovido pela companhia entre esta quarta-feira (12/10) e sexta-feira (14/10).
A sutil alfinetada veio cerca de dois meses depois de a HP anunciar, de um dia para o outro, que interromperia operações de sua área de computadores para consumidores. Um dos motes do encontro da Dell no evento é o de, inclusive, mostrar para a comunidade mundial de TI seu novo direcionamento corporativo, focado agora como uma empresa que fornece soluções end to end, oferecendo não somente softwares ou hardware, mas oferecendo serviços de uma forma geral.
“Temos o foco em ajudar nosso cliente. E isso vai além do produto, criando, realmente, um grande impacto dentro dos negócios. Clientes querem que saibamos mais sobre s negócios deles para que possamos entregar uma solução específica para a vertical industrial na qual ela está inserido. Então, vocês não vão ouvir sobre soluções ou ofertas, vocês vão ouvir sobre a nova Dell, que é uma provedora de soluções end to end”, afirmou Dell.
Quando questionado, diante desta nova postura, sobre o porquê de manter esse foco no cliente, em um ambiente no qual uma de suas principais concorrentes não o fez, o executivo foi direto, mas polido – e, em nenhum momento, citou a Hewllet Packard.
“Há um bilhão e meio de PCs no mundo e a perspectiva é que, no próximo ano, sejam dois bilhões. É um mercado em expansão. Apesar de termos iniciativas em todas as outras áreas, como storage, o cliente que adquire dispositivos ainda é muito importante”, disse.
Segundo ele, a decisão também é econômica: a maior parte dos componentes de ambiente computacional como um todo está em PCs. Como exemplo, ele citou microprocessadores e chips de memória, cuja proporção de 95% vai para computadores, ao passo que 5% ficam com servidores e storage.” A Dell faz negócios de forma muito diferente do que fazia há dez anos. Da mesma forma que os clientes usam tecnologia de forma diferente, tivemos de evoluir também”, completou.
A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da Dell
