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Crescimento de mobilidade lidera surgimento de malware, afirma McAfee

O último relatório de ameaças da McAfee, apresentado neste mês, deixa uma coisa muito clara: conforme os dispositivos móveis se proliferam e geram resultados positivos para fabricantes e desenvolvedores, surge um espaço amplo para os criadores de malwares. O documento aponta, ainda, que o segundo trimestre de 2012 registrou o maior aumento na detecção de malwares em quatro anos, com 1,5 milhão de novas ameaças.

O banco de dados da McAfee atingiu mais de 90 milhões de ameaças listadas e a empresa projeta que deva atingir 100 milhões até o final do próximo trimestre.

Apesar do aumento das ameaças, isso não significa, necessariamente, que a internet está mais precária. Muitas das ameaças descobertas recentemente são simplesmente atualizações de velhas táticas e, com mais usuários aderindo aos múltiplos dispositivos e plataformas, um aumento no cibercrime faz até sentido. Assim, o relatório alerta para que não haja uma atenção apenas para novas ameaças, mas, também, para os malwares familiares.

O total de ameaças móveis detectadas saltou mais de 600% no comparativo anual, apesar de no segundo trimestre o número de novas ameaças terem caído 30% em relação ao primeiro trimestre. No período, a plataforma Android foi o alvo mais popular dos malwares móveis, com programas de envio de SMS, botnets e Trojas, entre as ferramentas preferidas de ataques. O fato de o Android ser vulnerável não é nenhuma novidade, mas relatos sugerem que a versão Jelly Bean tem sido mais eficaz em proteger o usuário.

A McAfee enfatizou que o processo de invasão de dispositivos Android segue o mesmo modelo adotado em PCs: basta que o aparelho visite um site infectado para baixar um software malicioso. ?Ataques que, tradicionalmente, vemos em PCs estão seguindo caminho para outros equipamentos?, avalia Vicent Weafer, vice-presidente sênior da McAfee Labs, em comunicado. O relatório completo traz um alerta ainda mais alarmante: o malware móvel não é uma prova de conceito ou um código novo. Ele é totalmente funcional e maduro.

Os ataques do tipo botnets também cresceram e atingiram o mais alto nível em 12 meses, isso, em partes, porque eles habilmente aproveitaram o Twitter. Esse nova abordagem permite infectar contas anonimamente para gerar spam, vírus e bloquear servidores web. Essas táticas, antes, pediam um servidor dedicado, mas o Twitter permite aos hackers lançarem os ataques sem esses desafios logísticos.

Outro ponto levantado é em relação aos usuários Apple, acostumados a relativa imunidade em relação ao cibercrime, mas que, nos últimos meses, têm experimentado alguns problemas. Alex Smith, analista sênior da Canalys, atribuiu o crescente aumento nas atividades de malwares à diversidade de plataformas. O grande número de devices Android, afirmou em entrevista, é ?uma grande oportunidade para hackers?.

 

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