Como antecipado ontem, a empresa chinesa Lenovo anunciou nesta quarta-feira, 5/9, a compra da empresa brasileira de eletrônicos CCE. Embora nos bastidores tenha sido divulgado o valor de 300 milhões de reais (cerca de 150 milhões de dólares) pela transação [informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico), em coletiva de imprensa realizada hoje (5/9), a Lenovo não confirma este valor e diz que não irá revelar a quantia acordada na transação.
Em abril de 2010, a agência de notícias chinesa Xinhua chegou a informar que a Lenovo havia comprado a Positivo Informática, a maior fabricante de PCs no Brasil. Na época, as ações da Positivo dispararam na Bovespa. Porém, ambas desmentiram o fato.
A Lenovo já tinha feito uma oferta à Positivo no final de 2008. Naquela ocasião, a fabricante brasileira também desmentiu os rumores de que havia uma negociação. A Positivo publicou um comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informando ter negado a oferta de 18 reais por ação da indústria chinesa, totalizando 1,6 bilhão de reais pela companhia.
Planos para o Brasil
A Lenovo tem planos agressivos para Brasil. A companhia anunciou no começo de julho investimentos da ordem de 30 milhões de dólares na construção de uma fábrica e um centro de distribuição em Itú, interior de São Paulo. De acordo com a empresa, a unidade será responsável por produzir a sua linha completa de computadores comerciais e de consumo.
A nova planta terá 325 mil metros quadrados e deverá entrar em operação em dezembro deste ano e gerar até 700 empregos quando a unidade alcançar a capacidade máxima de produção, o que deve acontecer em até dois anos.
O objetivo da companhia com a unidade é estabelecer um modelo de negócios mais integrado no Brasil, segundo informou Dan Stone, vice-presidente da Lenovo e recém-nomeado como presidente das operações da companhia no País. Ele destacou que a nova fábrica tem a meta de dobrar o volume de negócios no mercado brasileiro de PCs.
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