Nesta quinta-feira, 6/9, ao anunciar a redução da tarifas de energia em pronunciamento à nação por ocasião do Sete de Setembro, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que o modelo de desenvolvimento tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão. E que para tornar esse modelo mais vigoroso e abrir este novo ciclo de desenvolvimento,
o governo pretende incorporar a esse tripé, a partir de agora, uma nova palavra: competitividade.
Na véspera, 5/9, a divulgação pelo Movimento Brasil Competitivo do ranking de competitividade global elaborado pelo World Economic Forum (WEF) já havia mostrado que, entre os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil foi o único que conseguiu subir posições. Em 2011, o País ocupava o 53º lugar entre os países mais competitivos do mundo e ocupa agora a 48ª posição.
Entre os mercados emergentes, a República Popular da China continua a liderar o grupo do Brics, mas caiu três posições em relação ao ano passado, passando da 26ª para a 29ª posição. A África do Sul ocupa, atualmente, o 52º lugar, seguida pela Índia (59º) e pela Rússia (67º).
O líder do ranking continua sendo a Suíça, seguida por Cingapura, Finlândia, Suécia, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Hong Kong e Japão.
O ranking de competitividade é elaborado a partir de pesquisas de opiniões e percepções com 14 mil empresários em 144 países no mundo. O relatório de Competitividade Global destaca que o Brasil aparece agora entre as 50 economias mais competitivas do ranking, e que a melhora de posição acontece “apesar do índice de inflação de quase 7%”.
O estudo afirma que o Brasil melhorou nas suas condições macroeconômicas e tira proveito de ter o sétimo maior mercado interno do mundo. O País também é elogiado por seu uso cada vez maior de tecnologias da informação e comunicação e no acesso a financiamentos para projetos de investimentos.
No entanto, o Brasil ocupa posições baixas na avaliação de empresários sobre eficiência do governo e confiança em políticos. “Apesar destes pontos fortes, o País também enfrenta desafios importantes.
A confiança em políticos é baixa (121º no ranking específico para o tema), assim como a eficiência do governo (111º), por causa de excesso de regulação governamental (144º) e desperdício em gastos (135º).”
Os esforços do Brasil para incentivar micro e pequenas empresas são reconhecidos, mas o país ainda é visto como um dos mais difíceis para novos empreendedores, com percepção de que os impostos são altos demais e provocam distorções na economia.
Sobre competitividade sustentável, “o desempenho geral relativamente bom do Brasil mascara uma série de preocupações ambientais, como desmatamento da Amazônia, com o País registrando um dos maiores índices de desmatamento do mundo. E apesar de o Brasil demonstrar um desempenho geral razoável na área de sustentabilidade social, a desigualdade enorme do país segue preocupante”.
O discurso de Dilma
Em seu discurso, a presidente Dilma definiu o conceito de competitividade como uma nova atitude. “Uma forma simples de definir competitividade é dizer que ela significa baixar custos de produção e baixar preços de produtos para gerar emprego e gerar renda.
Mas para chegar aí é preciso melhorar a infraestrutura, avançar na produção de tecnologia e aprimorar os vários níveis de educação, saber e conhecimento.
Portanto, para ser competitivo, um país precisa de tudo isso”, afirmou a presidente.
Segundo ele, a redução das tarifas de energia um conjunto de medidas que irão baixar o custo da nossa energia em 28% para as indústrias, a partir do início do ano que vem, faz parte de uma série de medidas que o governo anunciará na área de infraestrutura, incluindo os setores de transporte, e de reforço da capacidade de investimento no país.
Sobre o ranking
O ranking do Relatório Global de Competitividade é baseado no Índice de Competitividade Global, desenvolvido para o Fórum Econômico Mundial, e engloba 12 categorias, chamadas de pilares de competitividade, entre elas, instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária, capacitação e educação superior, eficiência no mercado de bens, eficiência no mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, prontidão tecnológica, tamanho de mercado, sofisticação de negócios e inovação.
(*) Com informações da Agência Brasil
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