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Cresce a busca pelo Data Protection Officer. Saiba como se tornar um

A mudança das regras do tratamento de dados pessoais, por meio da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), tornou-se um dos grandes desafios para as empresas. A bem da verdade, a maioria ainda não se preparou e não sabe como fazer isso. Para agravar a situação, a partir de 1 de agosto de 2021, não estar em conformidade com a lei pode representar multa de até 2% do faturamento, chegando a R$ 50 milhões.

A missão de cumprir as exigências da LGPD é complexa, para dizer o mínimo. E é nesse ambiente, que envolve governança e proteção de dados pessoais, que o DPO vai atuar. A sigla, em inglês, significa Data Protection Officer, ou Encarregado de Proteção de Dados.

Trata-se de uma nova especialidade no Brasil. Apesar de pouco conhecido, o DPO já está em alta. Existe uma demanda por esse tipo de profissional em diversas empresas, de diferentes setores. A faixa salarial inicia em R$ 9 mil para um especialista e pode chegar até R$ 15 mil para um nível de coordenação ou gerência.

Leia também: Veja cargos e habilidades que estarão em alta na TI em 2021

Papel relevante

Aos poucos, as organizações começam a entender que investir nesse profissional demonstra ao mercado que está preocupada em garantir que os dados coletados junto aos clientes estão sendo rigorosamente usados para a finalidade informada. Isso tem valor.

As adaptações e mudanças necessárias para atender às exigências da LGPD precisam começar dentro da organização, com o engajamento de todos os funcionários que se envolvam com dados pessoais. Nesse sentido, o DPO será de grande valia.

Nas palavras da consultora sênior e especialista em IT do Page Group, Marina Brandão, ele será um agente multiplicador de conhecimento dentro da empresa, o responsável por escrever os procedimentos.

“Por isso, algumas das competências mais “preciosas” e desejadas para este profissional são o bom relacionamento interpessoal para lidar com todos os stakeholders e jogo de cintura para saber flexibilizar e lidar com prazos curtos de entrega”, destaca.

Perfil ideal

Além da formação e experiência relevante nas áreas correlatas ao assunto, como direito ou TI, é importante que esse profissional tenha algumas certificações. Conforme a consultora do Page Group, elas irão nortear com propriedade as decisões e implementações que deverão ser feitas na empresa.

A certificação Certified Data Protection Officer (CDO) pode ser emitida por duas principais instituições de certificação e credenciamento com foco no domínio de TI — a EXIN e a IAPP. “Ambas habilitam o profissional para atuar como um DPO na empresa”, explica.

Para além da formação acadêmica, o candidato a DPO precisa ter a disposição de conhecer e se aprofundar nos processos e no funcionamento da empresa. A princípio, ele precisa entender a que área estará vinculado para, de fato, contribuir. Por exemplo, se for uma empresa com alto nível de maturidade de governança, é interessante ter bons conhecimentos em processos. Ou, caso fique abaixo do jurídico, um olhar mais voltado para tecnologia.

“O principal diferencial desse profissional é que ter conhecimento de regulamentações e normas que regem o mercado em que a empresa se encontra. Dessa forma, ele conseguirá nortear e proteger os dados da melhor forma”, diz Marina.

 

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