Cougar Challenger Mid Tower

Montagem
Vamos começar pelas características do Cougar Challenger Mid Tower que tornam menos trabalhosa a tarefa de quem se decidiu a montar sua própria máquina.
Para começar, o tamanho. O Cougar Challenger é um gabinete grande. Bem grande, o que torna muito mais fácil encaixar conectores na placa-mãe, mover componentes em seu interior e coisas que tais. É espaçoso: mede 26,8 cm de largura, 51,4 cm de altura e tem uma profundidade de 52,3 cm. Evidentemente, para quem dispõe de pouco espaço na mesa de trabalho isto não é uma vantagem. Mas o Cougar Challenger não é para este tipo de usuário. É para quem deseja montar uma máquina poderosa, com grande poder de processamento e elevada capacidade gráfica.

Outro ponto importante é a forma como o gabinete é concebido para facilitar o acesso a todas as partes e componentes. Um exemplo: a face frontal do Cougar Challenger pode ser retirada sem a necessidade de remover um único parafuso. Ela é presa ao chassi do gabinete por simples encaixe e basta puxá-la para frente delicadamente para ter acesso à parte da frente do chassi, como mostra a Figura 2.

Outro detalhe importante e raramente encontrado mesmo nos bons gabinetes é o amplo vão livre entre a chapa metálica onde a placa-mãe é aparafusada e a face externa do gabinete (que, em um gabinete tipo torre, corresponde à lateral do lado direito de quem olha para a face frontal). Repare, na Figura 3 (na qual o gabinete aparece na horizontal com esta face para cima), que esta distância é maior que 2 cm e corresponde aproximadamente ao diâmetro de uma moeda de vinte e cinco centavos (destacada no detalhe). Combinada com as grandes aberturas vazadas na placa metálica que recebe a placa-mãe, esta folga permite acomodar os cabos de alimentação no vão entre a tampa lateral esquerda e a base da placa-mãe, como mostra a Figura 3, liberando o espaço interno do gabinete. Isto, além de permitir uma montagem mais limpa e elegante, cumpre uma função importantíssima: permite que o ar movimentado pelas ventoinhas flua livremente no interior do gabinete (repare, na Figura 4, como quase não se veem cabos obstruindo o espaço interno).

E, já que mencionamos o fluxo de ar, falemos das ventoinhas. O Cougar Challenger é fornecido com duas delas, mostradas na Figura4, uma grande, de 20 cm de diâmetro na face frontal, oculta pela frente do gabinete (e com “leds” vermelhos, mas estes caberia melhor mencionar no item referente às refrescâncias) e uma traseira, de 12 cm de diâmetro, ambas de baixo nível de ruído. Caso não sejam suficientes (e, dependendo do uso que se dê à máquina, podem não ser), aceita até mais duas no painel superior (perfurado) e mais uma em cada um dos painéis traseiro, lateral esquerdo e da base. Como permite que a frontal seja substituída por duas unidades de 12 cm de diâmetro, o gabinete pode receber até sete ventoinhas.
Ainda no capítulo referente à facilidade de montagem: alguma vez você já se dedicou à tarefa de substituir o dissipador de calor (“cooler“) de uma UCP em uma máquina já montada? Se já, descobriu que exceto em casos muito especiais, você tem que remover a placa-mãe de sua base metálica para poder aparafusar sob ela o suporte base do novo dissipador, o que dá um trabalho de cão. Pois bem: o Cougar Challenger é um destes casos especiais. Repare na Figura 3 a grande abertura que aparece na placa metálica onde a placa-mãe é aparafusada. Pois bem: ela se situa exatamente abaixo da UCP e permite que seu dissipador de calor seja substituído simplesmente retirando ambas as tampas metálicas laterais sem a necessidade de remover a placa-mãe.
Mas é no que toca à flexibilidade da instalação dos dispositivos de armazenamento de massa que o Cougar Challenger recebe nota máxima no quesito “facilidade de montagem”.
Para começar, você pode instalar e remover discos magnéticos, “discos” de estado sólido (SSD) e acionadores (“drives“) de discos óticos tipo CD e DVD sem usar um parafuso sequer. Todos eles são instalados por simples encaixe.

Repare na Figura 5. Ela mostra o Cougar Challenger com dois discos magnéticos de 3,5″ nas baias inferiores, um SSD de 2,5″ nas baias centrais e um leitor/gravador de DVD de 5,25″ nas baias superiores. Embaixo, apoiados sobre as bancadas, os suportes plásticos deslizantes para os dispositivos, os maiores para discos de 3,5″ e os menores para discos de 2,5″ (que, além dos SSD, podem ser discos magnéticos de 2.5″, normalmente usados em máquinas portáteis tipo “notebook“). Para instalar um disco, basta encaixá-lo no suporte plástico correspondente, que dispõe de pinos que penetram nos orifícios reservados para os parafusos dos discos rígidos, e deslizar o suporte no interior da baia até que os dois braços curvos se encaixem. Depois, basta inserir os cabos de dados e de alimentação na parte traseira dos discos e a instalação está pronta.

Quanto ao acionador de discos óticos, a coisa ainda é mais simples, como mostra a Figura 6. Basta inseri-lo em sua baia até que ele se encaixe no devido lugar. Quando isto ocorrer, você perceberá um estalido e a alavanca de plástico na face lateral abaixará. Para remover o dispositivo, basta levantar a alavanca com o dedo. Encaixado o dispositivo, para concluir a instalação é suficiente inserir os cabos de dados e alimentação nos conectores da traseira do dispositivo.

Finalmente, ainda no quesito instalação de discos, repare na placa metálica vertical assinalada pela seta vermelha na Figura 7 que delimita o conjunto de baias de 2,5″. Sua parte inferior tem dois ressaltos que se encaixam em rasgos da superfície horizontal abaixo dela e a superior é presa no chassi por dois parafusos. Ela pode ser removida da posição em que é mostrada e encaixada um pouco para a esquerda, na mesma linha vertical que delimita as baias de 3,5″. Ou pode simplesmente ser removida. O fabricante se refere a estas três configurações como “modos” A, B e C. Veja-os na Figura 8, obtida do material de divulgação do fabricante.

Por que isto? Bem, por duas razões: flexibilidade para a escolha do número e tipo de dispositivos de armazenamento e possibilidade de usar placas de vídeo de grande comprimento.
Repare: no modo A placa de vídeo mais longa suportada pelo gabinete pode chegar apenas até 30 cm de comprimento. Em contrapartida, pode-se instalar até sete discos magnéticos de 3,5″ em suas baias. O modo B, que escolhi para minha montagem, suporta placas de vídeo com até 33 cm de comprimento (ou placas ligeiramente menores, como a mostrada na Figura 7 e que, incidentalmente, aí está apenas para demonstração, pois não será ela que será usada na montagem final, como veremos adiante). E aceita até quatro discos de 3,5″ e três de 2,5″. Já o modo C permite instalar apenas quatro discos de 3,5″, mas em compensação aceita placas de vídeo com até 41 cm de comprimento.
Agora imaginemos que você tenha escolhido o modo A, instalado seis discos rígidos de 3,5″ nas sete baias disponíveis e, mais tarde, venha a adquirir um disco rígido ou SDD de 2,5″. Bem, neste caso você vai ter que apelar para um recurso que os usuários dos bons gabinetes consideram um sacrilégio, mas que funciona perfeitamente: parafusos. Pois os suportes plásticos para discos de 3.5″ são dotados de orifícios em sua superfície horizontal através dos quais drives de 2.5″ podem ser aparafusados, permitindo seu uso sem problemas na baia disponível para discos de 3,5″.
