Consumerização: Intel recomenda uso de ultrabooks com tecnologia vPro
<p>Em 2013, o mercado brasileiro assistirá a universalização do toushcreen e a chegada país de tablets e novos modelos de smartphone com processador Atom</p>

O cenário mundial de TI em 2013 será bastante desafiador, tanto em função do momento macroeconômico quanto em função da revolução pela qual vem passando a indústria de computação, com a mobilidade e o surgimento de novas interfaces, em especial as tecnologias de toque. A opinião é da Intel, que fez um balanço do ano de 2012 e previsões para 2013, em encontro com a imprensa, em São Paulo.
“2012 podia ter sido melhor”, reconhece Steve Long, presidente e diretor geral da Intel América Latina. “O crescimento do mercado de PCs será tímido, bem abaixo dos dois dígitos que esperávamos no início do ano. E se será assim aqui, que é um mercado emergente, imagina em outros mercados”, completou, sem contudo confirmar a previsão de crescimento de apenas 2% para o segmento este ano no país, feita recentemente pela consultoria IDC.
Para 2013, o objetivo da companhia é acelerar os investimentos diretos feitos no país e a chegada de inovações, junto com parceiros, para consolidar a posição do Brasil no mercado de PCs e ampliar a participação nos mercados de tablets e smartphones. Produtos para atender às necessidades de investimentos do mercado corporativo em infraestrutura e segurança também estarão na agenda, incluindo ultrabooks com tecnologia vPro, ideais, segundo a Intel, para uso corporativo.
“O Brasil continua crescendo, embora em ritmo menos acelerado, e esse crescimento leva a um aumento nas necessidades de TI de empresas de todos os tamanhos. Com o avanço da ultramobilidade e da tendência do Big Data, esperamos um cenário de continuidade nos investimentos em servidores, data centers, software e serviços durante o próximo ano”, disse o executivo.
Segundo Long, ao menos um fabricante, além da Motorola, já manifestou a intenção de vender no país, ainda no primeiro semestre, um smartphone Android equipado com um processador Intel. “Também teremos alguns modelos de tablets Android sendo vendidos aqui, nos primeiros meses do ano”, comentou.
Consolidação do toushcreen e dos ultrabooks conversíveis
A Intel acredita em um amplo processo das interfaces de toque, em 2013, que estarão presentes em todos os dispositivos de acesso à internet e, sobretudo, nos ultrabooks conversíveis, rodando Windows 8. Os primeiros modelos já começaram a ser vendidos no mercado brasileiro e são a grande aposta dos fabricantes para as vendas de Natal. E a expectativa da Intel é de aumento de opções de máquinas disponíveis para o consumidor no ano que vem.
Entre os modelos de ultrabooks recém chegados ao mercado estão o Samsung ATIV Smart PC Pro (preço não informado), equipado com um processador Intel Core i5 de 1,7 GHz, 4 GB de RAM e SSD de 128 GB, que tem como principal destaque a tela de 11.6″: ela pode ser destacada do teclado, transformando o aparelho em um tablet. A ASUS traz o VivoBook (a partir de R$ 1.699), que pode ser equipado com processadores que vão do Intel Celeron ao Intel Core i3, e tem como destaque a tela de 11.6″ sensível ao toque.

Samsung ATIV Smart PC Pro
A HP traz o Envy 4 (R$ 3.299), um Ultrabook produzido no Brasil, baseado em um processador Intel Core i5 de 1.7 GHz, 4 GB de RAM, HD de 500 GB e uma tela de 14″, que tem como destaques a tecnologia Beats Audio e o sistema HP Protect Smart, que evita a perda de dados no HD caso o aparelho sofra uma queda ou impacto. A Sony vem com seis modelos da família VAIO, incluindo o conversível Duo 11 (R$ 5.299), que é baseado em um processador Intel Core i7 de 1.9 GHz, acompanhado por 6 GB de RAM e um SSD de 128 GB. A tela de 11.6″, que é sensível ao toque, pode ser deslizada para cima, revelando um teclado QWERTY e transformando o aparelho de um tablet em um notebook.

Sony VAIO Duo 11
Por fim a Acer tem o Aspire S7, um Ultrabook de formato tradicional mas equipado com uma tela de 13,3″ sensível ao toque e de resolução Full HD, além de um processador Intel Core i5 (R$ 5.299) ou Core i7 (R$ 5.799).
Consumerização
Para o mercado corporativo, a recomendação da companhia é o uso de ultrabooks equipados com a tecnologia vPro, que melhora a capacidade de gerenciamento remoto do PC e incrementa os
recursos de segurança, muito através de parcerias de software. Segundo Wanda Linguevis, gerente de produto ultrabook na Intel Brasil, vários fabricantes iniciaram em outubro as vendas de produtos com tecnologia antifurto. São todos ultrabooks com processadores vPro.
Para proteger contra o roubo de identidade, a terceira geração vPro
amplia a tecnologia IPT (Identity Protection Technology) incluindo nela a
infraestrurura de chaves públicas e privadas (PKI), de modo a fornecer
uma segunda camada de autenticação já embarcada nos PCs. Em aplicações
de internet banking, por exemplo, o recurso permite prescindir do uso
físico do token, já que a chave privada pode ser armazenada no firmware
do PC. A Intel tem trabalhado com provedores de soluções e
administradores ambientes online para a proveitar a tecnologia IPT como
proteção final da identidade do usuário.
“Além da questão de chaves, nós estamos implementando uma nova
tecnologia, chamada True Cove, que consegue proteger uma área da memória
de vídeo e da memória do computador que nem o sistema operacional
acessa”, diz o executivo. “Quando em uma transação bancária você manda
uma informação para o banco, ele, a partir de agora, vai poder te
devolver uma informação para você em uma janela protegida dizendo ‘olha,
a transferência que você está fazendo aqui é da conta x para a conta y,
neste montante, você confirma?’. Quando esta informação vem para você,
nem o sistema operacional sabe o que está escrito ali. Então não importa
se tem um Cavalo de Tróia instalado na sua máquina… Ele vai ter que
se soisticar muito mais também para conseguir ler algo. De uma certa
forma, estamos tornando mais caro o processo para quem quiser roubar
algo”, explica ele.
Na opinião de Reinaldo Affonso, os novos recursos de segurança
representam o maior incremento tecnológico desta terceira geração.
Para fazer uso, principalmente da Tru Cove, é preciso ter uma
aplicação rodando do lado do servidor. O software do banco tem que estar
pronto para usar essa tecnologia e mandar essa janela protegida. O
mesmo acontece com o software do site de e-commerce. Até porque o
recurso vai estar disponível tanto para máquinas corporativas, como em
máquinas para consumidores finais.
Gerenciamento remoto
A possibilidade de gestão e manutenção remota dos computadores
sempre foi uma das características mais marcantes das plataformas vPro.
Ajuda a reduzir custos e o número de visitas do suporte técnico. Além de
todos os recursos anteriores, essa terceira geração inclui a Active
Management Technology (AMT) para o gerenciamento remoto. Empresas podem
tirer proveito dela para obterem economias de energia, gerenciamento
remoto e controle de inventário. Comerciantes com máquinas de
autoatendimento e sinalização digital, por exemplo, podem diagnosticar
remotamente e rapidamente consertar problemas em suas redes para que as
transações dos clientes não sejam interrompidas e vendas não sejam
perdidas.
Sistemas industriais também podem usar a terceira geração para
consolidar múltiplas funções de automação, coletar dados em tempo real
para tomada de decisões, diagnóstico e manutenção preventiva.
Nessa área a Intel já anunciou duas parcerias: uma com a McAfee, outra com a Accenture. A ePO Deep Command, ferramenta da
McAfee, permite a troca segura de dados entre ecossistemas cada vez
mais conectados, como o segmento de saúde, onde o consultório médico
compartilha dadps sensíveis com laboratórios e hospitais, e o
financeiro, onde os bancos transacionam com clientes. Já a Arrow, da Accenture, permite automatizar a parte de interação.
Desempenho inteligente
As melhorias de desempenho, por sua vez, fornecem todo o poder de
processamento necessário para rodar aplicativos de análises em tempo
real, com a Audience Impression Metrics Suite (AIM Suite), tecnologia de
detecção de audiência projetada para soluções de sinalização digital e
varejo que necessitem da coleta instantânea de dados para a oferta de
propagandas mais direcionadas.
