Conquistas do Bing custam milhões à Microsoft

A Microsoft gasta milhões de dólares em sua campanha para se tornar um competidor forte no setor de pesquisa na internet, um mercado dominado completamente pelo seu rival, o Google. A campanha tem impacto, mas a um custo tão exorbitante que alguns céticos se perguntam se vale à pena.
Segundo dados da comScore, a parcela da empresa no mercado americano cresceu 11% – para 14,1% – em junho, comparado com 12,7% no mesmo mês do ano passado. Durante o mesmo período a parcela do Google cresceu 4,6% – para 65,5%.
A minúscula parcela do mercado de pesquisa mundial global também está crescendo. Segundo estatísticas da Net Applications o aumento foi de 3,25% em setembro de 2010 para 3,76% em julho. A parcela global do Google se manteve estável no mesmo período, em 83%.
A Microsoft também ganhou tráfego por meio de sua aliança de pesquisa com o Yahoo. Mas a parcela do Yahoo está em queda – segundo a comScore foi de 18,9% em junho de 2010 para 15,9% em junho de 2011 no mercado americano. As pesquisas no Yahoo também produzem menos receitas – ou receita por pesquisa – se comparada ao que produzia quando o Yahoo lidava com as pesquisas independentemente.
As empresas alegam que o problema está na integração das operações do Yahoo com a plataforma de pesquisa adCenter da Microsoft.
Os ganhos com pesquisa estão sendo custosos para a empresa. A receita da unidade Online Services – que aloca operações de pesquisas – aumentou 15% ano após anos, indo a US$2,53 bilhões no último ano fiscal. Mas a unidade perdeu cerca de US$2,56 bilhões no mesmo período. No mesmo período do ano anterior, a perda foi de US$2,34 bilhões.
Para alguns observadores da indústria os números não batem. A gestora de fundos Greenlight Capital e o investidor da Microsoft Davide Eingorn disseram no começo desse ano que Steve Ballmer deveria se afastar do cargo de CEO, em parte porque a unidade de pesquisa estava deixando a desejar. “Sua presença é o que trava as ações da Microsoft”, afirmou Einhorn em uma conferência em maio.
Em sua defesa, Ballmer salientou que sob sua gerência a Microsoft ganhou alianças de pesquisa potencialmente lucrativas com inúmeras empresas. Além do Yahoo, o Bing também incorpora dados do Facebook. Além disso, se a Microsoft conseguir manter o aumento atual de 11% nos Estados Unidos, sua parcela de mercado pode atingir 20% em três anos, o suficiente para legitimá-lo como jogador.
A Microsoft já investiu dinheiro suficiente para construir seu negócio de pesquisa. Conforme o tráfego aumenta, o negócio se tornará lucrativo.
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