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Comprar ou alugar? Brasileiros se abrem para novos modelos de consumo

Consumidores mundo afora estão mais abertos a experimentar novos modelos de consumo para bens duráveis, como eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. Alugar uma televisão por um período e tê-la substituída assim que outra chegar no mercado ou mesmo ter em casa uma geladeira que automatize as compras são algumas das possibilidades de novos modelos de consumo, exemplificou um estudo da NielsenIQ. A pesquisa ouviu 3.100 pessoas no Brasil, Alemanha, EUA e Índia.

A fama de early adoper dos brasileiros também parece despontar frente aos consumidores dos outros países ouvidos pelo estudo: 93% dos brasileiros são bem-vindos a novas formas de consumo, contra 75% dos consumidores nos outros países.

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Dentro dos modelos de consumo apresentados pelo estudo estão automação, recursos de personalização, aluguel de produtos (leasing) e pagamento por uso (pay per use). Aparelhos eletrônicos, dispositivos para casas conectadas, eletrodomésticos de pequeno e grande porte (liquidificadores e refrigeradores, por exemplo) e pequenos aparelhos de cuidados pessoais estão entre os itens que, segundo a pesquisa, têm mais apelo para serem consumidos em modelos alternativos.

Automação e personalização

O novo modelo de consumo que mais atrai o interesse dos consumidores brasileiros é o da automação. Segundo a pesquisa 26% dos respondentes experimentariam um produto que consiga ajustar automaticamente suas configurações.

“O consumidor espera que os aparelhos automatizados tragam mais eficiência ao dia a dia, economizando tempo e esforço. Posso citar como exemplo uma máquina de lavar louça que seleciona a temperatura e a duração do programa com base na análise do nível de sujeira da louça”, exemplifica Teo Senna, Innovation Business Partner Manager na NielsenIQ.

A possibilidade de personalização e o pagamento por uso também são duas novas possibilidades que atraem igualmente 19% dos brasileiros ouvidos. Eles afirmaram estar abertos a serviços ou produtos que se valem de dados pessoais para recomendação e também serviços que ofereçam pagamento por uso ou ainda aluguel de produto, onde um aparelho é substituído pelo modelo mais novo após um período de tempo especificado.

Entre as preferências, o modelo de serviço de assinatura ficou com o último lugar (16%). Como possibilidades deste modelo estão um aparelho com a capacidade de encomendar suprimentos em baixa ou em falta: uma geladeira que encomenda mantimentos, ou uma escova de dentes elétrica que encomenda novos refis.

A pesquisa também destacou o interesse pela conexão social do brasileiro. Dentre os quatro países pesquisados, Brasil e Índia mostraram interesse em se conectar a outros consumidores ou profissionais. 85% dos consumidores brasileiros querem que a personalização nos eletrônicos seja capaz também de conectá-los a outros consumidores e/ou a profissionais para conselhos e dicas específicas.

“A fim de avançar em relação à pandemia, as empresas estão procurando realizar grandes mudanças. É uma oportunidade para fabricantes de eletrodomésticos e de aparelhos eletrônicos encontrarem novas maneiras de manter os consumidores engajados e encontrar novas fontes de receitas. A adição de serviços, personalização, automação ou opções de aluguel permite aos fabricantes obter mais fluxos contínuos de receitas”, indica Senna.

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