Como usar a Internet das Coisas para obter vantagem competitiva

Iniciativas não são apenas para grandes corporações. A IoT também oferece muitas oportunidades para as pequenas e médias

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9:58 pm - 20 de julho de 2016

Internet das Coisas (IoT) é a “revolução silenciosa…cuja hora
finalmente chegou” de acordo com uma pesquisa recente da Unidade de
Inteligência Economista (EIU), que mostra que 96% dos líderes de
negócios esperam que seus negócios estejam usando Internet das Coisas,
de uma forma ou de outra, em 2016.

Além disso, 60% dos 779 líderes
de negócios globais que participaram da pesquisa concorda que empresas
lentas na integração de Internet das Coisas ficarão para trás de seus
competidores.

No entanto, tais iniciativas não são apenas para
grandes corporações. A Internet das Coisas também oferece muitas
oportunidades para as pequenas e médias. Na verdade, investir em
aplicações e tecnologia ao invés de mais pessoas, as PMEs e startups
podem ser igualmente – ou até mais – competitivas, mesmo continuando
pequenas.

internet das coisas flat design

As possibilidades que surgem com a Internet das Coisas
são infinitas, passando por todos os estágios do ciclo de vida do
produto até ocasiões de uso em indústrias verticais específicas. Aqui
estão 10 exemplos de como PMEs podem utilizar Internet das Coisas para
manter uma vantagem competitiva:

1. Design e Marketing de Produto –
Sensores podem reportar exatamente onde, quando e como um produto é
usado para ajudar em processos de design e marketing. O processo de
coleta de dados em tempo real pode ter um custo menor, ser mais rápido e
mais preciso que pesquisas com o consumidor e pesquisas de mercado.

2. Manutenção de Produto –
Informação sobre desgaste de componentes pode ajudar a cortar custos de
manutenção e operação, além de identificar potenciais falhas de
equipamento antes que quebrem completamente. Por exemplo, se uma máquina
quebra durante uma impressão o dano financeiro é bem alto incluindo o
custo do envio de técnicos para reparos emergenciais, assim como a perda
de confiança do consumidor e possíveis penalidades por atraso na
entrega. Ao sentir vibrações ou indicações de calor que possam indicar
potenciais problemas nos equipamentos, os técnicos podem ser enviados
proativamente para prevenir a falha no equipamento.

3. Vendas de Produtos –
Monitorando a condição e o uso de componentes conectados, PMEs podem
prever quando consumidores precisarão de peças de substituição e
garantir que tenham os produtos certos disponíveis no inventário. Vendas
proativas de partes de reposição podem também prevenir perda de receita
para outros vendedores.

4. Engenharia de Produto –
Monitorar condições das máquinas, configurações e uso pode resultar em
ajustes que podem melhorar escolhas de materiais e de design.

5. Logística –
Sensores em grandes contêineres de entrega podem receber dados em tempo
real sobre onde está um pacote, qual a frequência de manuseio e qual
sua condição. Ao conectar esta informação com o sistema de gerenciamento
do depósito, empresas podem aumentar sua eficiência, acelerar o tempo
de entrega e melhorar o atendimento ao consumidor.

6. Processos de Fabricação –
Ao monitorar a condição, as definições e o uso do equipamento de
produção, os problemas que impactem os níveis de saída podem ser
identificados para ativar ações de correção e aumentar o tempo de
funcionamento e a eficiência.

7. Manutenção de Frota –
Sensores podem ser usados para monitorar velocidade, quilômetros por
litro, quilometragem, número de paradas e saúde do motor para frotas de
serviço de campo. Ao monitorar a condição do veículo e problemas de uso,
reparos podem ser agendados evitando interrupções inesperadas na
logística, comportamentos que diminuam a eficiência do combustível podem
ser identificados e dicas de condução customizadas podem ser
distribuídas. Além de diminuir os custos do combustível, manutenção e
condução mais eficientes podem diminuir emissões de CO² e aumentar a
expectativa de vida dos veículos.

8. Transporte –
PMEs podem oferecer serviços baseados em aplicações de Internet das
Coisas para promover a tendência de cidade inteligente. Por exemplo,
Barcelona oferece parquímetros inteligentes que operam através de Wi-Fi
na cidade toda, fornecendo aos moradores atualizações em tempo real
sobre vagas disponíveis e permitindo que paguem com seu próprio
telefone. Pontos de ônibus inteligentes exibem os horários de chegada de
forma precisa e possibilitam que os passageiros recebam atualizações
adicionais em tempo real através de painéis touch screen.

9. Agricultura –
Sensores podem ser usados para monitorar temperatura do ar, do solo,
velocidade do vento, umidade, radiação solar, probabilidade de chuva,
umidade das folhas e coloração das frutas. Agricultores podem melhorar
seus rendimentos utilizando estes dados para ajustar fatores como
horários e quantidades de irrigação e períodos de colheita.

10. Medicina –
Usando Internet das Coisas, os médicos e hospitais podem coletar e
organizar dados vindos de dispositivos médicos conectados, incluindo
wearables e monitores de saúde instalados nas casas. Ao coletar dados em
tempo real, profissionais da medicina têm dados mais completos de seus
pacientes, melhorando o atendimento através de diagnósticos e
tratamentos mais eficazes.

Seja usando aplicações de Internet das
Coisas para simplificar cadeias de produção, melhorar o conhecimento de
seu cliente ou gerenciar consumo de energia, algo que todas as
aplicações de Internet das Coisas têm em comum é a necessidade de se
conectar.

Dados de sensores e dispositivos remotos precisam estar
combinados com um ou mais sistemas back-end das PMEs incluindo seus
CRMs, ERPs, gerenciamento de depósito, pagamento, atendimento ao cliente
ou outras aplicações para ativar automaticamente notificações ou
processos de negócios completos, ou para fornecer um painel abrangente
de todas as informações importantes.

PMEs deveriam procurar uma
plataforma de integração com recursos de computação em memória para
fornecer processamento em tempo-real e à prova de erros da vasta
quantidade de dados produzidos por sistemas de Internet das Coisas. Com
todas as ferramentas para o sucesso disponíveis, não há época melhor do
que está para começar.


(*) Stephan Romeder é managing director da Magic Software Europe

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