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Como Pokémon Go fez o que startups não conseguiram em tão pouco tempo?

O Pokémon Go teve seu lançamento gradual e mesmo não tendo presença em uma série de países, já é sucesso mundial. A rápida ascensão do game faz startups refletirem sobre como obter notoriedade em tão pouco. O site TechCrunch listou três negócios que, apesar de bons produtos, não conseguiram se destacar da forma que deveriam e qual foi o erro delas.

1. Highlight
A memória que a maioria das pessoas tem dessa startup é seu logo – um precursor para a tendência dos anos 80 das cores fluorescentes. O app foi o queridinho da vez por algum tempo e parecia ser um daqueles apps que podiam “finalmente” se destacar em função do seu forte recurso de localização de redes. Outros aplicativos, incluindo Sonar, foram pioneiros nesse sentido, mas não há nenhum hit na área.

A grande sacada do Highlight foi usar o gráfico social do Facebook para descobrir contatos ao seu redor, notificando os que estão por perto e estabelecendo conversas. O app também fornece um histórico de contatos recentes com os contatos, uma espécie de CRM para amigos.

Apesar de o Pokémon Go não tem uma camada de Facebook para que você saiba quando está se conectando com amigos, há a possibilidade de se conectar com velhos amigos. Ele também está unindo colegas de trabalho em conexões mais profundas e provocando ligações românticas.

2. Color
Essa startup de compartilhamento de fotos teve alguns dos maiores números de financiamento em estágio inicial que ninguém tinha visto quando foi lançada em 2011: US$ 41 milhões. O aplicativo para iPhone usa localização como ingrediente para compartilhar e elencar fotos, o que significa que usuários nas imediações podem participar do compartilhamento de fotos.

Enquanto o Pokémon Go não tem qualquer recurso de foto, ele dispõe de uma ferramenta de câmera no jogo na qual os jogadores aproveitam para realizar captura de telas. 

Mas isso é apenas um lado da moeda – os jogadores também acabam se encontrando em locais comuns da vida real, como o Central Park em Nova York. Esses tipos de nós do mundo real resultam em um livestreaming.

3. Sonar
O Sonar permitia que usuários se conectassem via Facebook, Foursquare e Twitter, mostrando vizinhança imediata com base no perfil público de dados e monetização para compartilhar informações com pequenas e médias empresas, orientando melhor os clientes do mundo real para ofertas oportunas.

O Pokémon Go não usa mídias sociais, mas elas podem ser utilizadas para repassar Pokeplans. O componente de localização vem em primeiro lugar e, em seguida, estranhos que se encontram por acaso na vida real, como resultado do jogo se conectam posteriormente nas redes sociais. Em vez de usar suas conexões sociais para conduzir mais interação pessoais, o Pokémon Go está usando interação pessoal para dirigir mais conexões sociais.

Nenhum dos três exemplos acima é um análogo perfeito do Pokémon Go, mas o ponto comum é que os apps promovem interações na vida virtual e real. 

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