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Ameaças à segurança cibernética durante os Jogos Olímpicos

Grandes eventos esportivos globais como Olimpíadas, Copa do Mundo de futebol, e outros torneios, atraem não apenas a atenção de milhões de torcedores ao redor do mundo. Os cibercriminosos também voltam suas atenções para esses eventos e suas vulnerabilidades na área da segurança.

Ameaças cibernéticas nessas ocasiões podem ser de diversas modalidades, podem ser desenvolvidas com intuito de atingir público, empresas e governos envolvidos ou até mesmo a própria infraestrutura do evento. Tais ações podem ter motivação criminosa, como conseguir obter dados e dinheiro, ou de motivação politica e/ou social, o que conhecemos como hacktivismo.

Ações já conhecidas como a venda de falsos ingressos e falsos pacotes turísticos, a disseminação de malwares por meio de e-mails fraudulentos, além do roubo de dados pessoais, estão entre as ações que miram os turistas e o público que irá assistir aos jogos. Por outro lado, ameaças mais elaboradas podem ter como alvo a extração de dados de empresas de diferentes segmentos e de órgãos do governo, assim como a derrubada de sites e a indisponibilidade de serviços online.

Com o avanço das tecnologias, muitos sistemas digitais estão inseridos na infraestrutura do evento, o que também acaba sendo mais um alvo para os cibercriminosos mais audaciosos. Ataques a sistemas diretamente ligados a infraestrutura do evento como fornecimento de energia, transmissão de imagens, comunicação, entre outros, poderiam causar efeitos devastadores.

Além disso, outro segmento do cibercrime que tem crescido em situações como esta é o hacktivismo, modalidade que tem o interesse em usar canais como sites de empresas, midias ou órgãos governamentais que estão em evidência no momento para passar alguma mensagem de cunho político ou social, muitas vezes envolvendo a pichação do website ou a indisponibilidade de serviços.

O Brasil passou por situação semelhante ao sediar a Copa do Mundo de futebol, em 2014. De acordo com o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), durante o período no qual aconteceram os jogos, foram tratados mais de 700 eventos de segurança cibernética relacionados ao evento. Alguns casos que chegaram ao conhecimento público foram exemplos de hacktivismo contra órgãos do governo e empresas apoiadoras do evento.

Com o início dos jogos, o mundo todo estará com os olhos voltados para o Brasil, incluindo os cibercriminosos. As últimas edições de grandes eventos esportivos globais tiveram que lidar com inúmeras ações de hackers e as próximas edições não serão diferentes. Assim como as ameaças evoluem rapidamente, as soluções de segurança também evoluem para proteger, detectar e corrigir as ameaças no menor tempo possível e com o menor dano às estruturas corporativas e aos clientes.

*Márcio Kanamaru é diretor-geral da Intel Security no Brasil

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