Como fazer negócio em mobilidade?

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9:00 am - 18 de março de 2014

Mobilidade é uma discussão extensa de modelo de gestão e negócios. Devido ao fenômeno causado por smartphones, tablets e computação em nuvem, CIO, CEO, RH e CMO passaram a sentar na mesma mesa para discutir desde estratégias de trabalho com o cliente até o gerenciamento das informações que trafegam nos gadgets dos funcionários ? e quando elas devem parar de passar por lá p.

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Essa transformação na gestão de pessoas e dados gerou a necessidade de auxílio externo, uma oportunidade que se abriu para canais e empresas que viam neste emaranhado a chance de fazer dinheiro. Embora ainda seja um mar a se navegar, algumas companhias se envolveram neste ambiente e viram seus negócios crescerem.

Aluguel e aplicações

Em abril de 2011, surgiu uma empresa com a seguinte proposta: alugar tablets. Dos seis primeiros dispositivos adquiridos naquele ano, hoje já são mais de 400 ofertados a empresas, conta Guto Ramos, fundador e diretor comercial da BR Mobile, que só vê a demanda crescente no mercado.

Com o crescimento do negócio de aluguel, Ramos diz que a empresa observou uma grande oportunidade de desenvolver aplicativos para as mais diversas necessidades dos clientes, o que deu um salto no seu relacionamento com outras companhias. ?Os clientes têm que tirar as ideias da cabeça e transformar em apps de produtividade para criar mobilidade, e esse é o nosso papel”. Segundo ele, o mundo dos apps é um campo absolutamente aberto. Embora o negócio de locação seja o responsável pela maior parte do faturamento da empresa, Ramos prevê que até a metade de 2014 a receita esteja equilibrada entre as duas atividades. ?E acredito que ambas áreas têm muito para crescer?, ressalta.

O mercado de aplicativos móveis vai dobrar entre 2013 e 2017, saindo da estimativa de US$ 72 bilhões deste ano para US$ 151 bilhões, segundo uma recente pesquisa da Appnation. O alto valor, segundo ressalta a empresa, inclui não apenas a receita provenientes de downloads pagos e de vendas in-app, mas também de publicidade, da venda de bens físicos e, principalmente, serviços pelos aplicativos ? este último representará cerca de 75% do total. Smart TVs e carros conectados são as novas oportunidades neste certame, lembra a Appnation.

Neste ano, a BR Mobile deve passar dos R$ 2 milhões em faturamento. Implement, SBSolution e UnnixMobi são companhias com negócio similar ao da BRMobile, mostrando que a concorrência, assim como o mercado, só tende a crescer.

Gestão e segurança de dados

Todo mundo com tablet e smartphones e aplicações rodando. Como gerir e assegurar o tráfego de informações, correlacionando fatos e dados com os principais sistemas da empresa, como ERP, CRM ou BI? A solução está em outra sigla: o MDM ou gestão dos dispositivos móveis.

Este tema, aliás, evoluiu muito rapidamente dentro de seu conceito e, hoje, se encaixa em Enterprise Mobility Management (EMM ou gestão da mobilidade corporativa), onde o principal foco é cuidar das informações das empresas que estão trafegando por esses dispositivos, lembra Marcela Rodrigues, gerente comercial da área de mobilidade da BinarioMobile.

Trabalhando com soluções das fabricantes BlackBerry e MobileIron, ela lembra que foi necessária uma rápida evolução do conceito de MDM para que houvesse o controle de aplicações, conteúdo, localização, entre outras coisas. ?É o passo correto para a inserção de políticas de Bring Your Own Device [Byod]?, avalia.

E quando se trata de gestão, o tratamento com o cliente é completo. O canal tem que ser o braço direito para ajudar a empresa se encontrar em suas necessidades, para que entregue uma solução realmente aderente. ?É um pré-requisito não só da TI?, diz ela.

Grandes corporações têm uma necessidade de gerenciamento mais maduro. Médias não olham tanto para a aplicação em si, mas sim para o número de dispositivos que estão acessando a rede, avalia a executiva, que diz que, de forma geral, ainda vivemos um momento de aprendizado no certame da gestão adequada da mobilidade.

Porém, visualiza, o próximo ano será de grande evolução, conforme os estudos e testes realizados neste ano se tornam projetos tangíveis em 2014. ?Ainda prestamos muita consultoria, e muitas dessas empresas querem tirar do papel o projeto no ano que vem?, afirma.

A PromonLogicalis foi uma das grandes integradoras que notaram a necessidade de atender à essa demanda de gestão, e fechou recentemente uma parceria com a AirWatch, fabricante que conta com clientes como a Royal Caribbean, onde faz o gerenciamento de mais de 6 mil iPads em alto mar.

Segundo recente levantamento da IDC em parceria com a Intel, apenas 40% das empresas em todo o mundo pensam na gestão dos dispositivos, o que mostra que este é mais um campo a explorar. Aliás, o mercado global de software corporativo para MDM vai crescer 21,3% entre 2012-2016, segundo dados da TechNavio. Novamente, os indícios que mobilidade é uma realidade (e oportunidade) se comprovam.

Saiba mais – Especial Tablets:

PARTE 1 – Consumerização ainda é o caminho dos tablets para o mercado corporativo

PARTE 2 – Oportunidade dos tablets está nos serviços

PARTE 3 – Na briga da mobilidade, tablets e smartphones são os vencedores

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