Como enfrentar mudanças organizacionais

<p>Reconhecer o tipo de transformação pela qual se está passando e buscar formas de se preparar para ela pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso</p>

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9:55 am - 25 de julho de 2013

Nos livros Beyond Change Management e The Change Leaders Roadmap, os autores Dean Anderson e Linder Ackerman Anderson descrevem três diferentes tipos de rupturas a que uma organização está sujeita: o desafio do desenvolvimento, a mudança transacional e a mudança transformadora.

O primeiro deles, o desafio do desenvolvimento, significa fazer as atuais tarefas de forma melhor. As mudanças transacionaism por sua vez,  preveem realizar as atividades com uma cadeia de poder (liderança) diferente. E, finalmente, as mudanças transformadoras representam uma reestruturação completa da organização ou de um departamento, a partir de novas estratégias, produtos, processos, sistemas, ciclos, tecnologias, conhecimentos e cultura.

A partir dessa rápida definição dos tipos de mudança é possível diagnosticar o tipo de ruptura a que uma empresa ou departamento está passando. O que representa 50% do caminho para ter sucesso nessa transformação. A outra metade depende de soluções para alcançar os objetivos.

No dia a dia, os desafios de desenvolvimento fazem parte do cotidiano das empresas e dos profissionais, que buscam esse tipo de ação como um crescimento. E isso pode ser direcionado de formas variadas. Dar a oportunidade para uma pessoa melhorar seus conhecimentos, por meio de cursos e treinamentos, é o conceito mais tradicional que as empresas utilizam para esse tipo de mudança.

No caso das mudanças transacionais, por outro lado, as situações são mais complexas. Gerenciar as equipes com esse tipo de ação costuma ter um grande impacto. Exemplos disso são as atividades que, de forma involuntária, têm sido terceirizadas ou reempacotadas na área de TI ou no espaço do BPO (terceirização dos processos de negócio), o que muda o trabalho das pessoas ou ainda exige atuar com culturas internacionais.

Assim, as mudanças transacionais exigem um conhecimento e experiência mais profundos do que no caso dos desafios de denvolvimento. Entender uma língua estrangeira, por exemplo, pode ser fundamental para trabalhar com equipes de outros países. Ao mesmo tempo, compreender novos objetivos vai ser uma coisa necessária no caso de uma troca – voluntária ou não – de cargo.

Por fim, em relação às mudanças transformadoras, as situações envolvem lidar com a redefinição de tarefas, estratégias, modelos, produtos, processos, sistemas, ciclos, tecnologias, conhecimentos e culturas. O lançamento de uma nova unidade de negócios em outro país pode ser um exemplo desse tipo de situação. Outra situação que ilustra bem esse caso é o Kindle – equipamento voltado à leitura de livros online, vendido pela loja de comércio eletrônico norte-americana Amazon, e o impacto que esse produto pode provocou no mercado de editoras de livro tradicionais.

Para competir e vencer nesses tempos de mudanças globais nos modelos de negócio, as pessoas e as empresas vão precisar lidar melhor com esses conceitos de mudança. Reconhecer o tipo de transformação pela qual se está passando e buscar formas de se preparar para ela pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso dos executivos. E o simples conhecimento dessa realidade tende a ser de grande ajuda na hora de provar aos diversos públicos da companhia a importância de implementar um projeto transformador.

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