Como construir um time de analistas classe A

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9:30 am - 13 de novembro de 2013

Muitas vezes ouvimos sobre a escassez de cientistas de dados, mas poucas vezes sobre a necessidade de uma equipe profissional de suporte ao Big Data: especialistas em inteligência de negócios que conseguem obter insights com base em dados para promover mais eficiência na organização. Quais os requisitos desse profissional e quem é mais qualificado para preenchê-los?

De acordo com a empresa de pesquisa norte-americana a Blue Hill Research, cinco posições de trabalho vão surgir à medida que mais empresas comecem a adotar ferramentas de análise de Big Data. Segundo a companhia, essas funções incluem: evangelista de dados; analista contextual; visualizador de dados; curador de dados e neuroanalista.

“Pensamos nisso como uma espécie de time de analistas classe A”, destacou principal analista da Blue Hill Research, David Houlihan, em uma entrevista por telefone com o InformationWeek EUA.

Então, quais são esses postos de trabalho exatamente? Aqui está um breve resumo:

1) Evangelista de dados: essa nova função não requer treinamento formal em ciência de dados, mas sim uma experiência em área específica de negócios, bem como a natureza curiosa e um talento especial para encontrar novos usos comerciais para Big Data.

” O trabalho é menos sobre tratar os dados e muito mais sobre a identificação de casos de uso de dados”, explicou o analista.

Como exemplo, a empresa enfatiza o aumento do uso de estatísticas no beisebol na última década, de modo que entusiastas de estatísticas utilizam novam maneiras de demonstrar como algumas táticas são mais decisivas por meio de dados de jogos de anos anteriores.

2) Analista contextual: aqui está uma carreira promissora que poderia ser ocupada por profissionais de Letras em vez de programadores. O papel do analista contextual é compreender o significado dos dados, sobretudo no que sua relevância e importância evoluem, algo em que os modelos algorítmicos de hoje não são muito bons.

“É muito fácil olhar para os dados, olhar para os seus resultados, e achar que você sabe o que está acontecendo”, afirmou Houlihan. “Mas é preciso de uma camada extra de compreensão contextual para conduzir ideias realmente eficazes ”

Em essência, este trabalho destaca o lado ” mais sensível” do big data. “É a capacidade de conduzir o quantitativo para o qualitativo, de modo que você realmente obtenha a compreensão e o contexto em torno dos dados?, comenta.

3) Visualizador de dados: aqui está o outro lado do analista contextual, uma posição que exige artistas qualificados, designers de games e outras pessoas com capacidades estéticas e visuais, capazes de transformar grandes volumes de dados “gráficos instintivos” inovadores que vão além gráficos de barras convencionais e gráficos de linha.

“Isso se trata mais de apresentação do que de conteúdo”, pontua o analista. ” Os designers de gráficos têm todos os tipos papéis que pode desempenhar dentro de uma organização. ”

4) Curador de dados: função de apoio técnico do núcleo, o curador é o zelador de dados da organização. Além de ser treinada para gerir a estrutura de metadados e dados, essa pessoa também deve ser boa em alinhar as fontes de dados com os objetivos de uma organização.

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