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Com pandemia, 80% das empresas brasileiras dizem ser dependentes de dados

Para 80% das empresas brasileiras, a transformação digital acelerada durante o período da pandemia aumentou a dependência que elas têm de dados de negócio. É um número maior do que nos EUA (70%) e Reino Unido (72%). É o que revela um estudo feito pela Experian nos três países.

No entanto, pouco mais da metade desse total (ou 48%) observaram o aumento e conseguiram atender a demanda, enquanto 35% enfrentaram dificuldades. A média global é de 84%. O movimento é impulsionado principalmente pela mudança de comportamento dos consumidores, que passaram a priorizar compras e outras experiências online.

Apesar da maior dependência e da necessidade de insights confiáveis para a tomada de decisão, os negócios ainda enfrentam dificuldades com a qualidade das informações capturadas de consumidores e empresas. O relatório aponta que 32% das companhias no mundo dizem que esses dados são imprecisos e que 55% dos líderes não confiam nas respostas.

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Por isso, mais da metade dos participantes afirmam que melhorar a qualidade é uma prioridade – no Brasil, o número de respondentes chega a 62%. Outra falha causada pela falta de qualidade dos dados é a falta de agilidade: 54% dos brasileiros admitiram o problema, o que acabou impactando na resposta às mudanças geradas pela pandemia. O Reino Unido foi o mais afetado, uma vez que 64% fizeram esta afirmação, e nos Estados Unidos foram 62%.

Caminhos da qualidade

Para reduzir o problema, o relatório indica alguns caminhos tomados pelas empresas. A maior parte delas afirma ter um problema com falta de habilidade dos profissionais para lerem os dados (62% no mundo e 59% no Brasil). Por isso, 8 em cada dez dizem estar contratando pessoas para funções dedicadas aos dados nos próximos seis meses, pela média global.

Outro ponto de melhoria sinalizado no relatório é a oferta de mais tecnologia para as equipes – 77% dos líderes no Brasil e 82% no mundo.

O estudo foi realizado em novembro de 2020 pela Insight Avenue para a Experian e entrevistou mais de 700 pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil com cargos de liderança em diferentes departamentos, como finanças, tecnologia, operações, atendimento ao consumidor, gerenciamento de dados, entre outros.

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