Com nuvem privada, Brasilcap implanta ERP em quatro meses

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9:02 am - 16 de outubro de 2012

O modelo de computação em nuvem desperta o interesse das empresas há algum tempo. Mas se antes a desculpa em não caminhar nesta direção estava baseada no receio de compartilhar um ambiente público, e aí surgiam as preocupações com segurança e disponibilidade, por exemplo, isso já não pode ser colocado como justificativa. As diversas possibilidades desenvolvidas pela indústria, para dar ao ambiente privado a inteligência que faz de um ambiente cloud algo essencial em tempos de economia de recursos, atraem cada vez mais interessados. E é justamente nesta seara que reside a aposta da Brasilcap quando o assunto é nuvem.

Claro que boa parte do trabalho em justificar uma estratégia de cloud computing na empresa de capitalização – que é fruto de uma parceria entre Banco do Brasil, Icatu Hartford, Sul América Capitalização e Aliança Bahia – está no direcionamento da companhia em não comprar equipamentos e negociar sempre na base do leasing, algo muito próximo do pagar como serviço. Como frisa Felipe Ávila Carneiro, gerente de TI da Brasilcap, ?a cada três anos um terço do data center é renovado, porque, em leasing, se devolve o equipamento.?

Mas esse movimento de devolver o equipamento envolve migrações de sistemas. E foi a partir desse tipo de movimentação que eles começaram, em 2010, a arquitetar uma estratégia de computação em nuvem. Imagine em um data center tradicional ter que migrar aplicações críticas como o ERP e ter uma janela curta para isso? A ideia, então, era acabar com tal preocupação, tendo em mãos algo mais simples. O executivo buscava garantir certa elasticidade na infraestrutura própria e, assim, deixar os aplicativos em funcionamento de forma mais rápida.

Como toda a infraestrutura utilizada pela companhia é HP, o gerente de TI buscou na própria fornecedora uma solução e foi aí que chegou ele à plataforma CloudSystem Matrix, que trouxe a possibilidade de criar uma nuvem privada e garantir mais eficiência à operação, sobretudo, em processos de migração. A configuração do ambiente, no início de 2011, foi um trabalho de três meses que contou com ajuda da própria HP, envolvendo pessoas da equipe Brasil e de outros países. Essa reconfiguração da infraestrutura tem garantido à companhia agilidade na migração de máquinas e mais simplicidade no gerenciamento do ambiente.

Renovação total

E ao processo de renovação, outra decisão da Brasilcap foi trocar o sistema de gestão, saindo do PeopleSoft para o SAP All In One. ?Durante o processo, nossa nuvem já estava estabelecida, mas não existiam casos de SAP em nuvem, apesar de o sistema já estar homologado?, relembra. ?Mas com prazo para migração (de cinco meses), minha melhor alternativa era usar o que existia para nuvem.?

Se fosse fazer da forma tradicional, só para compra de equipamentos, instalação e configuração, o executivo calcula que perderia quase todo o prazo estabelecido para troca de sistemas e isso foi essencial na escolha do All in One e colocá-lo na nuvem. ?Em quatro meses já seria corrido. Mas, na verdade, em um mês o ambiente já estava entregue para rodar SAP, eu achava que não conseguiria, mas tivemos um bom resultado?, comenta.

Além da agilidade na migração, propiciada, também, pelo uso da metodologia Asap Focus, o fato de executar o projeto em nuvem privada gerou uma boa economia de recursos. ?Em vez de comprar 33 servidores, fizemos tudo isso em seis, economizamos R$ 1,3 milhão?, calcula Carneiro. E antes que você questione a necessidade de 33 máquinas para o ERP, o pacote adquirido inclui ainda BI, BO e BW. O sistema de gestão não é pago como serviço, eles compraram a licença tradicional, mas o uso e a distribuição dentro da companhia ocorrem de forma mais simples e, de acordo com o executivo, totalmente transparente para o usuário.

Você deve estar se perguntando se ele não enfrentou problema com a migração do ERP, que sempre costuma gerar desafios à TI. Mas Carneiro afirma que não houve problema em si. Em relação à infraestrutura, o executivo garante que tudo correu bem, já que todo o trabalho com o CloudSystem Matrix já estava consolidado. Quando eles começaram a migrar do PeopleSoft para o SAP All In One, em janeiro de 2012, a nuvem já estava estabelecida na companhia havia, pelo menos, oito meses.

A dificuldade maior, e que é comum em diversos projetos do tipo, esteve nas áreas de negócios por conta dos processos. Carneiro lembra que o projeto só foi viável em cinco meses porque a Brasilcap se adequou aos processos do sistema de gestão da SAP. Se houvesse personalização, um ano teria sido pouco.

 

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