Por que vamos voltar a falar de metaverso em 2024?

Na última edição da Consumer Electronics Show (CES), metaverso voltou a ser discutido pelos especialistas da área

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10:00 am - 15 de fevereiro de 2024
metaverso líderes, VR, AR, realidade virtual, realidade aumentada, empresa Imagem: Shutterstock

É isso mesmo que você leu. O metaverso, que dominou os noticiários entre o final de 2021 e 2022, e já tinha saído da mira de boa parte dos investidores no último ano, está perto de fazer o seu retorno para o mercado. Na última edição da Consumer Electronics Show (CES), maior feira de eletrônicos do mundo que ocorreu em janeiro em Las Vegas (Estados Unidos), a tecnologia voltou a ser discutida pelos especialistas da área.

Isso porque, durante o evento, algumas empresas apresentaram tecnologias focadas na criação de ambientes virtuais similares ao mundo real, como a companhia japonesa Sony, que mostrou um aparelho de realidade virtual para ser colocado sobre os olhos, com controle para as duas mãos e que permite que criadores de conteúdo de áreas industriais, entretenimento e design consigam, entre outras atividades, modelar objetos tridimensionais no ambiente digital.

Já a empresa chinesa Xreal expôs um óculos inspirado no modelo Wayfarer, da Ray-Ban, com lentes microLED de alta resolução e compatibilidade com Windows, iPhone, Mac e Android, destinado para o consumidor final com estreia marcada para março.

Além disso, na última semana a Apple lançou seus óculos de realidade mista, que, de acordo com a companhia, venderam mais de 180 mil unidades apenas na primeira pré-reserva e a expectativa é que nos primeiros meses de venda sejam comercializados aproximadamente 400 mil aparelhos.

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Outro ponto que fez ressurgir o interesse pelo metaverso foi a relação com o conceito de computação espacial, que se refere às ferramentas e processos utilizados para registrar, processar e interagir com dados tridimensionais, e seus avanços. Ou seja, enquanto o primeiro se concentra na criação de ambientes digitais imersivos e sociais, o segundo fornece o suporte técnico necessário para tornar esses espaços viáveis, eficientes e adaptáveis no mundo físico.

Todos esses lançamentos e evoluções na tecnologia estão trazendo o metaverso de volta aos holofotes, além do interesse de investidores e das organizações, que buscam incessantemente por estratégias para aumentar a interação com os clientes e visibilidade das marcas. Um levantamento recente da GlobalData projeta que esse mercado deve alcançar cerca de US$ 996 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) prevista em 39,8%. Esses números apontam para um cenário muito otimista, já que em 2021 o setor movimentava US$ 22,7 bilhões.

Porém, resta saber se o público, e até mesmo as empresas que ainda não estão envolvidas com essa tecnologia, irão se interessar e fazer com que a aposta, que até então vivia muito mais no mundo das ideias, se torne realidade e seja popularizada globalmente. De qualquer maneira, não podemos afirmar com certeza que isso irá acontecer, mas o montante expressivo de compras do novo óculos da Apple e os investimentos bilionários nesse mercado são um bom indicativo do que nos aguarda no futuro.

E vale lembrar que ainda não descobrimos todas as possibilidades trazidas pelo metaverso, mas tenho certeza de que quando isso acontecer, finalmente teremos a tão aguardada resposta sobre as incertezas que envolvem esse universo.

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