Colaboração deve atingir empresas de todos os portes

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11:40 am - 03 de abril de 2012

A convergência de tecnologias que se assiste no ambiente corporativo é grande e cria tendências e siglas que, aos poucos, todos nos acostumamos. BYOD, consumerização, colaboração e social business estão entre as últimas lançadas e todas têm algo em comum: as pessoas. Não importa que plataforma, modelo ou quais dispositivos chancelar, o foco deve estar em proporcionar o melhor ambiente aos usuários de forma que eles devolvam esse investimento em mais produtividade.

A discussão em torno da colaboração ganhou um dia inteiro na programação do Cisco Plus, evento da fabricante para clientes e parceiros, realizado no Rio de Janeiro. Embora seja a Cisco um dos grandes fornecedores de soluções para colaboração, o debate em torno da temática vai muito além de produtos e passa por cultura corporativa, modelo de negócio e a real utilidade das plataformas colaborativas dentro das organizações, não importante o porte, já que pequenas empresas também se beneficiam e muito de um projeto como esse.

Como definiu Rodrigo Abreu, presidente da Cisco Brasil, ao falar sobre colaboração, quatro pilares definem bem essa tendência: visual (uso de vídeo), virtual (virtualização), social e móvel. A companhia, como já foi dito no exterior, colaca a questão das mídias sociais como algo central da colaboração corporativa, quase que como uma coisa não anda sem a outra. O executivo entende que no quesito mobilidade é, talvez, onde o País esteja mais avançado, até pelo perfil de consumo e adoção em massa dos dispositivos móveis por parte dos brasileiros.

Mobilidade na verdade, como é de conhecimento geral, é algo forte em todo o mundo. Apenas no ano passado, foram comercializados 500 milhões de dispositivos móveis, entre smartphones e tablets, como lembrou Carlos Torales, diretor de arquitetura da Cisco para América Latina. ?As empresas usam a colaboração para acelerar decisões e tornarem-se mais produtivas e o ponto central de uma estratégia de colaboração são as pessoas e não os dispositivos como muitos encaram?, resume.

A possibilidade de captar talentos escondidos, garimpar e acelerar o desenvolvimento de novas ideias é o que mais tem servido de chamariz para que as empresas apostem em projetos de colaboração. E o mais interessante é que essas iniciativas começam a extrapolar as fronteiras das grandes corporações, atingindo, também, pequenas e médias empresas (PME) que têm muito a ganhar com o modelo. Na medida em que o mercado coloque à disposição ferramentas com valores mais acessíveis, essa curva de adoção deve ser ainda maior.

Além das ferramentas, algo que pode acelerar a implantação, especialmente no mundo das PMEs, é o uso do modelo de cloud computing, que já tem sido um dos preferidos pelos CIOs para lançar seus projetos de colaboração. Muito disso está na combinação de benefícios advindos da nuvem e das aplicações colaborativas. O primeiro e mais lembrado é o financeiro, mas soma-se a ele a globalização (colaboração global e otimização de processos de negócios), flexibilidade e agilidade e vantagem estratégica.

*O jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da Cisco

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