Cloud, big data, social business, mobilidade e o impacto no distribuidor de TI

Pois é. Mais uma vez as quatro megatendências ? cloud computing, big data, social business e mobilidade ? e seus impactos no mercado de tecnologia da informação foram discutidos por representantes do setor. Desta vez, o palco foi a IT Mídia, no projeto do IT Mídia Debate ? encontro realizado na sede da editora da CRN Brasil todos os meses. O cerne da discussão foi o distribuidor e o seu papel em mundo onde a aquisição de TI ultrapassa, cada vez mais, as barreiras de operações físicas.
Quatro representantes de diferentes elos da cadeia vieram à sede da empresa para fazer sua leitura sobre o tema: Rodrigo Parreira, CEO da Promon Logicalis para América Latina, representou um integrador Tier-1, que tem a opção de comprar diretamente do fabricante ou, então, via um distribuidor; Denoel Eller, vice-presidente de Vendas Enterprise Group da HP; Otavio Lazarini,vice-presidente sênior do Westcon Group para a América Latina; e Mariano Gordinho, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da distribuidora Officer, mas representando, neste encontro, a Abradisti (Associação Brasileira de Distribuidores do Brasil). Na plateia, cerca de 20 pessoas do mercado podiam fazer perguntas.
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?Essas quatro ondas vão mudar completamente o panorama de tecnologia da informação e seu uso nas empresas?, pontuou Parreira. Muito da discussão girou em torno dos novos modelos de negócios e o impacto no formato como clientes e agentes olham a TI. ?Estamos vivendo a quarta onda de transformação desde o surgimento da TI. A primeira delas veio na década de 70, com o mainframe. A segunda na década de 1990, com o surgimento do client server. Depois, nos anos 2000, a internet. A partir de 2010, então, vieram essas quatro tendências, que vão causar uma nova transformação. E ninguém dúvida disso?, afirmou Eller.

?A situação onde o distribuidor apenas comprava a caixa, entregava isso ao cliente mudou. É preciso entender claramente qual a sua proposta de valor: se ela é movimentar volume ou se é agregar valor?, pontuou Gordinho. Desta forma, uma parte dos distribuidores passa a se posicionar de forma mais consultiva para ofertas de valor, ao passo que outra precisa entregar, cada vez melhor o conceito de volume. ?O canal não precisa só da caixa, ele precisa de mais: de minha capacidade de treiná-lo, atualizá-lo com as tendências tecnológicas?, disse.
Com este ponto de vista concorda o representante da Westcon Group. ?Daqui há dez anos venderemos um pouco menos disso, um pouco mais daquilo… mas a distribuição continuará, firme e forte?, finalizou Lazarini.
* A cobertura completa do debate você encontra na edição 365 da revista CRN Brasil, que trará um especial sobre o mercado brasileiro de distribuição
**Mediação do debate: Renato Galisteu
