Claro é principal beneficiada de leilão 4G, dizem analistas

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10:46 am - 14 de junho de 2012

Após um leilão com pouca concorrência e em linha com o esperado por analistas, a avaliação é de que a principal beneficiada do leilão foi a Claro. A empresa obteve uma das licenças mais amplas, de bandas de 20 MHz, com um prêmio de R$ 845 milhões, 34% acima do mínimo exigido.

No total, a venda dos quatro principais lotes voltados para telefonia móvel de quarta geração levantou R$ 2,56 bilhões na terça-feira (12/6), em leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “É um preço baixo para a Claro, comparando o tamanho relativo da empresa”, afirmam os analistas Carlos Sequeira e Fabio Levy, do BTG Pactual, em relatório enviado aos clientes.

“Acreditamos que a Claro poderá usar a tecnologia 4G como uma oportunidade para se reposicionar no mercado”, afirmam em relatório Susana Salaru, Pedro Luz Maia e Gregorio Tomassi, analistas da Itaú BBA.

No caso da Vivo, a companhia também adquiriu o outro lote de maior espectro mas, em um leilão mais concorrido, foi forçada a pagar um preço superior a R$ 1 bilhão. Os analistas avaliam como negativo o custo.

“Comprar uma das licenças mais amplas era estrategicamente importante para a Vivo. A companhia é a maior provedora de serviços no país e não poderia correr o risco de perder essa posição”, dizem os analistas do BTG.

A Tim, por sua vez, obteve uma licença inferior, de bandas de 10 MHz. No entanto, pagou um preço de R$ 340 milhões, próximo ao mínimo do leilão (ágio de 8%). E a Oi ficou com uma outra licença de bandas de 10 MHz, pagando apenas R$ 330 milhões.

“No lado positivo, a empresa está melhor posicionada para cumprir com as obrigatoriedades de cobertura de banda larga rural”, dizem os analistas do BTG.

Como esperado, nenhuma das empresas teve interesse no leilão dos espectros para áreas rurais, e por isso as empresas que compraram as licenças para cobertura nacional serão obrigadas a fornecer o serviço.

A Claro ficou responsável por ofertar banda larga móvel rural nos estados da Bahia, Maranhão, cidades do estado de São Paulo com DDD 11 e 12, e para os estados da região Norte.

“No caso da Claro, a obrigação de levar a banda larga móvel rural para a região Norte pode tornar desafiador o cumprimento de universalização da companhia”, avaliam, em relatório, Jacqueline Lison, Rodrigo Faria e Gustavo Perez, da Fator Corretora.

A Vivo fornecerá a banda larga rural nas cidades do estado de São Paulo (exceto DDD 11 e 12), Minas Gerais, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

A Tim proverá banda larga rural no Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo, enquanto a Oi ficará encarregada do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

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