CIO: você está preparado para o big data?

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8:01 am - 23 de abril de 2012

Há pelo menos quatro ou cinco anos o fenômeno do big data ocorre, embora essa nomenclatura seja mais recente. Toda a discussão em torno disso consiste na complexidade em gerenciar e tirar inteligência do volume e variedade de informações que chegam em diversos formatos e de fontes variadas. Como bem pontua Tiago Monteiro, líder do escritório brasileiro da A. T. Kearney, o big data tem movimentado muito o mercado com desenvolvimento de algoritmos, virtualização de storage e uma nova geração de ferramentas analíticas.

A adoção de uma estratégia para lidar com essa tendência pode beneficiar as companhias em diversas frentes. A Renner, como exemplificou Tiago, faz uma combinação de cruzamento de dados em tempo real para controlar o fluxo de mercadorias com a localização dos caminhos e níveis de estoque. No setor de óleo e gás, é possível processar e melhor avaliar dados sísmicos de sondas que buscam petróleo no fundo do mar. Já em um exemplo que vem do Canadá, um hospital bolou uma forma de cruzar indicadores de saúde de bebês prematuros, antecipando problemas que poderiam ocorrer com essas crianças. ?Esse crescimento de dados não vai parar, precisa estar em sua estratégia?, avisa.

Apesar dos exemplos, sendo um do Brasil, Monteiro avalia que, de forma geral, os CIOs no País não têm lidado bem com a questão. Ainda que isso possa fazer toda a diferença na gestão da companhia. ?A forma como se processa dados e se define as fronteiras do campo de informação ainda é muito baseada na rotina operacional. Existem poucos executivos que consideram as informações que vêm?, avalia. ?Já existem projetos de big data bem estruturados em outros mercados, como o norte-americano, e, sobretudo, por uma razão: o custo capital hoje é muito vasto. O processo de decisão de como e onde se investe tem que ser muito rigoroso. Portanto, quanto melhor tratar a informação, melhor o seu processo de decisão.?

O especialista entende que a mesma priorização deveria ocorrer no Brasil, já que, por aqui, o custo de capital também está muito elevado. Entretanto, ele ainda não enxerga uma preocupação em se alargar as fontes de informação por parte dos executivos de TI. Internacionalmente, Monteiro entende que a ideia está mais bem consolidada, principalmente, quando avaliamos o setor varejista. As cadeias de grandes marcas já utilizam algoritmos que avalia o comportamento do consumidor no caixa, por exemplo, ou com algo relacionado aos cartões de fidelidade.

?E estamos a falar em quantidades e quantidades de informação, porque a pessoa vai várias vezes ao supermercado durante o mês. Combinar isso com a forma como se dispõe os produtos na bancada, no supermercado como um todo, se pode antecipar a aquisição de novos produtos, até pela questão temporal do consumidor, o que se consome em janeiro, não é o mesmo que se consome em agosto?, exemplifica. ?A avaliação dinâmica dessa informação para estoque e distribuição é muito importante do ponto de vista de eficiência, sobretudo, em negócios em que a margem é muito curta.?

 

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