Cinco maneiras para a Microsoft salvar o Windows 8

A Microsoft gastou bilhões de dólares no desenvolvimento e publicidade do Windows 8, mas ainda há dúvidas sobre seu sucesso. Os consumidores simplesmente não estão entusiasmados com o sistema operacional híbrido de tablet/PC. Já disse que há uma grande tecnologia por trás da plataforma, mas a empresa precisa melhorar para torna-lo mais atrativo tanto para o consumidor quando para as lojas que o vendem.
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Algo para ter como base: a Microsoft acredita que o sistema representa o melhor dos dois mundos: para PC, mas com todos os recursos junto com um interface de usuário com base no toque que tem como alvo os tablets. Na teoria isso é ótimo, mas muitos possíveis compradores acham a combinação confusa e difícil de usar.
Um relatório da consultoria NPD, divulgado recentemente, afirma que as vendas do sistema com base Windows baixaram em 21% desde que o Windows 8 foi lançado, em 26 de outubro, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Já no fim de novembro, Tami Reller, executiva do sistema operacional, disse à audiência na Credit Suisse 2012 Annual Technology Conference que a fabricante já havia vendido 40 milhões de licenças do sistema no primeiro mês de disponibilidade geral. Além disso, as atualizações estão mais rápidas que as atualizações para o Windows 7 – o sistema operacional mais popular até o momento – em seu primeiro mês no mercado.
A seguir temos alguns passos que a empresa poderia realizar para polir o Windows 8 e o tornar mais agradável tanto para usuários quanto para as lojas que têm de vendê-lo.
1. Corte dos preços do hardware: a Microsoft precisa ser realista sobre quanto os consumidores estão dispostos a gastar por uma plataforma nova e não comprovada. A empresa apresentou o Surface RT com preço inicial de US$499. Por esse valor, os compradores compram a última geração do iPad. Agora, a Microsoft irá argumentar que o Surface RT é melhor – é possível executar o Office nativamente – mas isso não importa. O iPad é uma megamarca. Para competir com ele, Redmond precisa aprender com a Amazon e usar seu hardware para estabelecer a plataforma. O Kindle Fire HD 8,9” tem seu preço inicial de US$299, o que seria uma boa base para o Surface RT.
2. Um Surface Pro o mais rápido possível: a Microsoft tomou a decisão inexplicável de não colocar seu modelo top de linha das prateleiras durante a época de compras (nos Estados Unidos essa época é a semana do Black Friday, no final de novembro; N. da T.). Isso pode ter sido uma concessão para seus parceiros fabricantes de PCs, que lançaram seus próprios sistemas Windows 8 com base Intel Core em tempo para o Natal. Mas essa decisão está atrapalhando o mercado. Os consumidores podem comprar o Surface RT imediatamente, mas se quiserem um tablet Microsoft que possa executar aplicativos Windows legados devem esperar. O efeito disso será sem dúvidas muitos desses compradores abrindo mão da aquisição por completo e adotando um tablet Android ou iPad. A empresa precisa pelo menos anunciar um data específica de lançamento para o Surface Pro. “Em janeiro” não é bom o suficiente para compradores. E quanto ao preço inicial do Surface Pro a US$899? Veja mais abaixo.
3. Mais aplicativos: a Microsoft tem agora mais de 20 mil aplicativos disponíveis para serem baixados na Windows Store. Mas esse número é insignificante. Legal que tenha o Fruit Ninja e mais de 300 aplicativos de fotos, mas há sérias omissões. Como, por exemplo, o Facebook. Ou Twitter. Ou LinkedIn. A ausência dos citados é o suficiente para dissuadir compradores cujo uso primário dos tablets é a rede social. Por outro lado, a Windows Store está sendo preenchida com aplicativos de marcas famosas. Nessa semana o ESPN lançou seu aplicativo Windows 8. A Microsoft precisa de mais iniciativas desse tipo.
4. Unificação da experiência de usuário: uma grande fonte de frustração alardeada pelos primeiros a usarem o Windows 8 é a falta de consistência entre o modo Metro (ou Modern UI) e o clássico desktop Windows. O Metro é o que os usuários veem ao entrar no sistema. Ele tem os Live Tiles (Blocos Dinâmicos) e os aplicativos otimizados para toque e tablets. A partir do Metro, é possível lançar o desktop Windows Explorer, que é similar o Windows 7 (com algumas diferenças marcantes) e que é direcionado ao uso da computação por mouse e teclado.
Dá para entender que há modificações no modo de operação das duas, mas não há uma boa razão para a diferença enorme de desempenho entre as versões do Metro e o Windows Explorer para o mesmo aplicativo. Peguemos o Internet Explorer 10. Mesmo as diferenças de aparência – como o fato de que a barra de navegação está no topo na versão desktop e na parte de baixo na versão Metro – confunde alguns usuários. Mas há mais do que isso.
Na quinta-feira (29/11) tentei ouvir o Webcast do encontro annual da Microsoft no IE10 Metro. “O site que você abriu não está na lista de Compatibilidade de Visualização (CV – Compatibility View)” foi a resposta que tive. Aparentemente o IE10 Metro, Adobe Flash e o site de investidores da Microsot não se dão bem. Consegui ouvir o webcast por meio da versão desktop do IE10.
5. Abrir mão do Metro?: se tudo mais falhar, a Microsoft ainda tem uma última opção nuclear. Pode abrir mão do Metro e apresentar o que estou chamando de Windows 8 Classic. O Windows 8 Classic restauraria os recursos familiares como o botão Iniciar e a Barra de Ferramentas, enquanto seguiria com os inúmeros recursos de segurança e gerenciamento do novo sistema. Entre elas está o Secure Boot, um processo projetado para prevenir que malwares infectem computadores durante a inicialização, antes mesmo que o Windows e todos seus modos de segurança sejam lançados. Funciona ao confirmar que todos os componentes têm os certificados de segurança apropriados antes que eles tenham permissão de lançamento. O recurso exige UEFI BIOS para ser executado, que só é encontrado nos PCs mais novos. Para empresas que contratam muitos consultores, empreiteiros e outros temporários e precisam dar a esse pessoal o acesso a uma imagem de desktop ou aplicativo corporativo sem a concessão de permissão completa de servidor, há o Windows To Go. Ele permite que os usuários carreguem um imagem pré-configurada certificada do Windows 8 em qualquer laptop a partir de uma USB. Há muito mais para as empresas gostarem no Windows 8.
Mas se o sistema operacional e os dispositivos nãos quais ele é executado continuarem a definhar, a Microsoft precisará de medidas ousadas para garantir que continue viável. O que você acha que a empresa precisa fazer para melhorar o Windows 8? Comente abaixo.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
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