Cinco ideias para se inspirar em 2013 (parte 2)

Seguindo a série de ganhadores do InformationWeek 500, conheça mais projetos de TI que servem de inspiração para sua companhia. De Big Data à nuvem, passando por projetos de mobilidade, selecionamos os 20 melhores casos de inovação que valem a pena ser copiados.
A parte um você confere aqui.
Virtual RadioLogic
Um radiologista típico pode analisar 100 ou mais imagens de ressonância magnética ou raio-X por dia. Mas, como os radiologistas são clínicos gerais ou subespecialistas, eles geralmente precisam consultar outros radiologistas especializados em outras áreas. A clínica nacional de radiologia, Virtual RadioLogic (vRad), conta com mais de 400 radiologistas servindo mais de 2.000 hospitais nos EUA, e 75% desses profissionais são especializados. Os radiologistas da vRad fazem exames de diagnósticos remotos usando uma plataforma proprietária de telemedicina, baseada em nuvem, criada com tecnologias Microsoft .NET, que inclui um sistema de imagem diagnóstica médica aprovado pelo FDA.
No entanto, gerenciar as consultas subespecializadas ainda é o principal desafio da vRad. Se os radiologistas são interrompidos, o tempo de consulta dos pacientes pode ser afetado. Para evitar que isso aconteça, a vRad desenvolveu e integrou uma ferramenta de consulta de carga de trabalho automatizada em sua plataforma de imagem baseada em nuvem.
Entre outras coisas, o sistema pode mostrar os subespecialistas disponíveis para consulta com base em carga de trabalho, torna imagens de exames disponíveis instantaneamente para o subespecialista aceito e permite que o radiologista faça anotações na imagem em tempo real, que são visíveis para o subespecialista aceito por meio de controles remotos de desktop. A vRad diz que a ferramenta de consulta de carga de trabalho vem aumentando a produtividade, facilitando o trabalho de subespecialistas que fazem as consultas durante o escasso tempo entre exames.
World Vision
Umas das missões da World Vision é recrutar pessoas para ?adotarem? uma criança em um país subdesenvolvido por US$ 35 por mês.
Há décadas, as transações de patrocínio têm sido feitas no papel. Embora o processo de seleção tenha sido transferido para a Web há anos, as correspondências sobre os progressos das crianças ainda é feito via correio tradicional. No ano passado, a organização humanitária começou a mudar do papel para correspondências em vídeo e, agora, está começando a usar sites de mídias sociais, como Facebook e Twitter. No ano passado, a World Vision implementou a tecnologia necessária, como mais espaço de armazenamento e capacidades de busca por mídia e ferramentas de aceleração WAN para aumentar a capacidade da banda larga em 1.100 locais. Atualmente, a organização transmite 150.000 vídeos por mês para os patrocinadores pelo website da World Vision, YouTube ou e-mail, via cartão digital em vídeo.
O projeto tem sido uma oportunidade gratificante para os grupos de TI, marketing e operações de campo da World Vision trabalharem juntos. Os resultados iniciais têm sido um aumento na renda dos mercados onde os vídeos estão disponíveis e 30% a mais de retenção de patrocinadores. Quando o projeto dos vídeos estiver completo, a World Vision espera que a renda seja de US$ 25 milhões.
Procter & Gamble
A Procter & Gamble possui 300 marcas de consumidor e depende de uma frota de vendedores que visita as lojas oferecendo os produtos. Até recentemente, a empresa usava fichários cheios de papéis detalhando produtos e informações de pedidos de clientes, geralmente desatualizados. A P&G lidou com esse problema com um novo sistema chamado Paperless In-Store Selling, que combina iPads com 10 aplicativos comerciais e customizados para os representantes de venda. Os aplicativos são conectados à infraestrutura de back end da P&G, para que os representantes de vendas possam acessar dados em tempo real, fazer apresentações multimídia, registrar pedidos de clientes ou realizar uma auditoria de estoque. As informações de pedido de cliente, que antes eram registradas manualmente e depois inseridas no sistema, hoje são registradas em tempo real usando um aplicativo móvel customizado.
A P&G estima que a mudança para os iPads faça com que a empresa economize US$ 3 milhões, somente este ano, devido à redução na utilização e distribuição de papel e nos gastos com impressão e com a velocidade e eficiência proporcionadas pelos tablets. A P&G irá equipar 5.000 representantes globais de vendas com iPads, este não, e estima que sua estratégia sem papel gere 12.000 horas adicionais de vendas, 5.000 chamadas de vendas adicionais por semana e US$ 22 milhões em vendas líquidas.
Northwestern Mutual
Quem disse que uma empresa de seguros bem estabelecida não pode pensar como uma startup?
O programa Enterprise Venture Fund (EVF), da Northwestern Mutual, foi criada para que os líderes da empresa ? não apenas em TI – possam avaliar e financiar novas tecnologias e implementa-las em pequena escala antes de realizar um grande lançamento. Essencialmente, o EVF garante que os investimentos em tecnologia da Northwestern sejam bem sucedidos ou falhem de forma rápida e barata, e que os recursos e necessidades estejam alinhados.
Antes do EVF, as unidades do negócio assumiam os fardos financeiros e os riscos de uma implementação de tecnologia. O EVF absorve um pouco desses gastos e riscos ao permitir que a empresa teste a tecnologia antes, evitando, assim, erros caros.
O EVF trouxe uma mentalidade de startup para uma empresa muito tradicional, com mais de 150 anos de praça. Algumas das tecnologias que o EVF permite testar incluem a suíte Microsoft Business Intelligence, desenvolvimento de aplicativos móveis e tecnologias de comunicações unificadas. Até o momento, o EVF produziu 322 ideias únicas e 93 projetos a partir de 127 ideias enviadas pelos 500 funcionários engajados nos programas-piloto. A empresa disse que o valor agregado pelo EVF nos próximos cinco anos pode totalizar US$ 17.3 milhões.
Ketchum PR
Como qualquer empresa de RP de elite, a Ketchum pensa incessantemente em novas ideias para seus clientes, na esperança de que se tornem campanhas multimilionárias. Mas, mesmo grandes ideias, às vezes, passam despercebidas.
As ?ideias não vendidas? da Ketchum foram o incentivo por trás do IdeaShop, um banco de dados pesquisável com todas as ideias criativas da empresa. Funcionários de todo o mundo podem acessar o IdeaShop. As ideias são marcadas por tags e pesquisáveis com base em setores-clientes, público-alvo ou tipo de ideia, permitindo que as equipes da Ketchum encontrem as ideias mais relevantes.
Para evitar conflitos entre clientes, todas as ideias são editadas para remover identificadores específicos de clientes e países. Todas as entradas do IdeaShop estão ligadas ao perfil do profissionais que originalmente enviou a ideia, para que os colegas possam entrar em contato com ele. Um sistema de reservas dá aos usuários o uso exclusivo da ideia por um período determinado; uma vez que a ideia é vendida, é removida do banco de dados. O IdeaShop foi construído em casa pelos desenvolvedores da Ketchum, com PHP, MySQL e jQuery e roda em Linux.
Como qualquer profissional da Ketchum pode enviar ideias ao IdeaShop, os funcionários de todos os níveis podem receber visibilidade global. Mais do que apenas uma fábrica de ideias, o IdeaShop também é um sucesso na conexão de funcionários por todo o mundo.
