Cinco fatores a considerar ao escolher uma plataforma de colaboração
<p>Empresas precisam criar novas interfaces para trocar informações com funcionários e com cadeia de valor, em tempo real. A plataforma escolhida tem que ser flexível</p>

O crescimento exponencial de dispositivos móveis inteligentes, das redes
sociais, das aplicações de vídeo e dos serviços de cloud computing transformou significativamente a forma de nos relacionarmos tanto no trabalho como na vida pessoal.
Naturalmente, a nova geração de jovens trabalhadores –
especialmente com menos de 30 anos – procuram um ambiente de trabalho
mais flexível que ofereça aos colaboradores a liberdade de escolher a
forma como, quando e onde desempenham as suas tarefas, assim como o
dispositivo utilizado e a forma de interagir com os grupos de trabalho.
Esta nova realidade transforma a escolha de uma plataforma de colaboração em algo fundamental. As companhias devem se preparar para atualizar suas soluções e interfaces para
responder rapidamente as demanda negócios, que serão colaborativos num
futuro não muito distante, alerta o Gartner. Além de preparar o ambiente de TI para as aplicações móveis, as empresas terão de investir em plataformas colaborativas.
Na opinião de Jess Thompson, analista do Gartner, o ideal seria a implantação de uma plataforma
multienterprise para suportar os processos de negócios e gerenciar o
relacionamento com todos os parceiros da cadeia de valor. Para criar esse ambiente colaborativo, elas precisam de novas
tecnologias que conectem com toda a sua cadeia de valor. O desafio,
entretanto, segundo o analista do Gartner, é adotar as plataformas
certas e integrar a infraestrutrura interna com outras externas para
troca de informações em tempo real.
“As organizações que pretendem melhorar a sua produtividade e capacidade
de inovação entendem a colaboração como um ativo estratégico e não
como uma simples ferramenta para troca de mensagens e partilha de
documentos.
Na Cisco acreditamos que a melhor plataforma de colaboração é aquela que
é projetada especificamente para a era pós-PC com as novas exigências
do mercado de trabalho, tais como multiplataformas BYOD, gestão
eficiente de dados, voz e vídeo, opções flexíveis de implementação e
suporte globais, formando um sistema integrado e otimizado para
comunicações seguras em tempo real”, opina Miguel Louzeiro, Account Manager da Cisco e, Portugal.
Na opinião da Cisco, cinco fatores são determinantes ao selecionar uma plataforma flexível, capaz
de responder às necessidades, hoje e no
futuro.
- > Plataforma de colaboração universal
O uso de
dispositivos pessoais no trabalho, conhecido como Bring Your Own Device
(BYOD), é um fenômeno em crescimento exponencial. Dos 350 milhões de smartphones
que serão utilizados nas empresas em 2016, 200 milhões serão
propriedade dos colaboradores. Uma
solução de colaboração deve ser capaz de suportar igualmente as diversas
plataformas de dispositivos- incluindo terminais e sistemas
operacionais- independentemente do fabricante, sem com isso comprometer a
flexibilidade e capacidade de gestão da solução como um todo. - > Convergência otimizada de canais para as diversas necessidades
A evolução das Comunicações Unificadas facilitou a convergência de
múltiplos canais – dados, voz e vídeo – sobre as redes IP empresariais.
No entanto, há uma clara diferença entre a distribuição do tráfego em
ambientes locais – como o escritório – e ambientes globais desenvolvidos
para milhares de usuários – cada um com as suas próprias
necessidades – mas com os mais altos níveis de desempenho, confiabilidade e
segurança. Uma plataforma de colaboração deve otimizar a integração de
aplicações de dados, voz e vídeo para cada necessidade e de forma
transparente para os utilizadores. - > Opções flexíveis: on-premise ou “Cloud”
O crescente interesse por aplicações de negócios flexíveis e em host,
incluindo a colaboração através de voz e vídeo, faz com que a maioria das organizações utilize a tecnologia de cloud computing. No entanto, vivemos
num mundo de múltiplas nuvens, obrigando os departamentos de TI a gerir
uma ampla variedade de opções, desde nuvens privadas até públicas e
mistas. Uma plataforma de colaboração deve oferecer os seus serviços
mediante qualquer modelo, seja on-premise (instaladas nos escritórios da
empresa), em “cloud” públicas geridas por fornecedores de serviços ou
em ambientes híbridos, sem perder a funcionalidade e com a máxima
segurança, desempenho e fiabilidade. - > Suporte integrado e global
Ao considerar uma
plataforma de colaboração, com capacidade de planeamento, execução e
expansão, crítica para o seu negócio, o suporte do fornecedor é
essencial. A sua arquitetura tem um impacto directo sobre o suporte, já
que alguns fornecedores recorrem a terceiros para adquirir diversas
peças pertencentes à solução global (telefones, terminais de vídeo, gateways
de voz e vídeo, switches para redes locais ou redes sem fios). Embora
não seja um desafio tecnológico quando observados os padrões, torna-se
complexa quando se trata de fornecer o suporte. O fornecedor das
plataformas de colaboração deve garantir apoio integrado para toda a
solução e com um único ponto de contato, ou igualmente contar com
parceiros para garantir este modelo de serviço. Soluções críticas exigem
a existência de um suporte adequado a essa realidade. - > Custo real de implementação
Como acontece com
qualquer investimento estratégico, é necessário avaliar o custo
real de implementação da plataforma de colaboração, evitando o
licenciamento complexo e o pagamento de extras por componentes
adicionais, como hardware ou suporte. A aquisição das licenças deve ser
clara e há que analisar com maior detalhe as licenças “aparentemente” gratuitas.
