Cibercriminosos lucram 14 vezes o valor das informações compradas em redes sociais

Cibercriminosos passaram a vender as informações de usuários nas redes sociais. Segundo Michael Chen, gerente de marketing de produtos da PC Tools ? empresa especializada em segurança e desempenho de computadores – , os preços pela compra de informações de cartão de crédito roubado podem variar de 70 centavos de dólar a US$ 100, dependendo da quantidade de informações que são adquiridas no mercado negro.
E o negócio não deixa de se lucrativo. De acordo com a PC Tools, no Brasil demora cerca de 43 dias para autoridades resolverem um incidente de crimes cibernéticos.
Os prejuízos no bolso das vítimas são, em média, de US$ 1.408,09 – ou seja, alguém que comprou informação de cartão de crédito roubada por US$100 lucra, em média, 14 vezes mais ao usar esses dados.
De acordo com Chen, os cibercriminosos conseguem as informações dos usuários por meio de links maliciosos postados nas redes sociais e e-mails que contêm vírus e malwares. Para exemplificar como a contaminação é recorrente, ele citou uma pesquisa interna realizada pela empresa em 2010, que aponta que 62% dos brasileiros declararam ter tido o seu computador infectado por esses tipos de ameaças.
?As redes sociais mais vulneráveis para este tipo de crime são aquelas que fazem os inscritos se sentirem como parte de uma comunidade. Isso faz com que o usuário poste mais informações a seu respeito. Como as pessoas que você adicionou deveriam ser seus amigos, você divulga seu telefone e endereço, que são os tipos de informações que atraem os criminosos?, explicou. Além destas, números de cartões de crédito, senhas bancárias e e-mail também chamam a atenção dos contraventores.
Chen afirmou que, atualmente, também existem milhares de sites que fazem a intermediação da compra e da venda destes tipos de dados.
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