Chega de cloud computing, consumerização e serviços

O ano do fim do mundo começou e existem coisas que devem parar de ser faladas e abordadas como novidades para serem levadas a outro nível de compreensão, tanto para o mercado usuário quanto para o corporativo. Essa afirmação é crucial para a mudança de comportamento no conceito de negócios para 2012 ? e todos os próximos anos.
?Toda a tecnologia que você não fala mais é porque se tornou comum, útil, aplicável e está integrada ao cotidiano das pessoas. E no caso da consumerização e da computação na nuvem, já passamos do momento da curiosidade e estamos entrando no da aplicabilidade?, afirmou o evangelizador da IBM, Cezar Taurion. “Temos que falar do próximo passo”.
Vamos empacotar o raciocínio: no que tange a consumerização, não há mais o que falar, pois a mudança vem de cima para baixo. ?O executivo-chefe quer usar seu iPad, iPhone, Android ou qualquer device dentro da empresa e aquela velha desculpa ?não pode, pois não é seguro? não tem mais espaço, uma vez que vai de encontro ao movimento que domina o mercado e que se consolidará ainda mais neste ano?, disse Taurion. ?A mobilidade está em transição. Antes, se tratava de uma questão desruptiva. Agora deve ser integrada como negócio. Não dá para ficar contra a maré. É a hora do BI e ERP móvel, intuitivo e simplificado?.
Dando o laço no pacote do pensamento, Taurion afirma que a consumerização é o estopim para a adesão e consolidação das outras tendências tecnológicas, como a tão falada nuvem dos dois anos que passaram. ?É um processo simples. A consumerização traz a nuvem e a nuvem traz os investimentos em sistemas de gerenciamento de usuários, novas soluções para segurança da transição de dados, infraestruturas capazes de suportar acessos de diversos pontos, sem colidir as informações e sobrecarregar o sistema, com um aplicativo de identificação de usuário… É uma imensa oportunidade de atualização?, explica Taurion.
Ideia na caixa. Mas e o negócio do canal com isso? Como ele vai fazer para ganhar com esse pacote? ?O canal tem que deixar de ser o Box mover. Não há mais espaço para uma empresa que apenas movimenta as caixinhas. Se um empresário do canal quer ver seu negócio progredir, ele vai ter que especializar sua mão de obra, terá que oferecer serviços. Aliás, não se pode nem pensar em oferecer serviços. Eles devem ser a principal fonte de renda do negócio?, afirma Taurion.
O evangelizador da IBM sabe que essa mudança de mentalidade é complicada, mas explica que ?depender da margem do fabricante não é mais um bom negócio?, pois esbarra na questão de relacionamento e fidelização do cliente. ?A venda foi boa, quando há um retorno daquilo, quando o cliente volta a comprar, e isso, hoje, só pode ser feita com os serviços embarcados?, disse. ?Saímos do negócio físico, e agora devemos investir no lógico?.
Taurion explica que ?se for o canal é eficiente, ele criou um relacionamento com o cliente. Agora se ele sempre lidou de forma transacional, ele está em maus lençóis. A mudança do modelo de negócios começa pensando na relação de confiança, pois meu negócio é ajudar o cliente?. ?Trata-se de um ciclo, que vai se tornar dominante. O empresário do canal tem que estudar e analisar quanto todas essas mudanças de paradigma vão afetar seu negócio?, complementa.
?É uma oportunidade imensa de negócio, pois o canal vai ofertar o equipamento, as soluções que acompanham o gerenciamento e segurança da rede e fará as coisas rodarem. Há muito para ganhar no processo?, afirma.
Em tempo
Para posicionar melhor o quanto o mundo do usuário invadiu o mercado corporativo, uma recente pesquisa da Forrester afirmou que a Apple vai faturar 10 bilhões de dólares com vendas de iPads e 9 bilhões com vendas de Macs apenas com vendas para o mercado empresarial em todo o mundo em 2012. ?Essa é só mais uma grande análise que pode embasar ainda mais a questão do quanto se trata de um movimento sem volta?, afirma Taurion. E para fundamentar o motivo desse trecho aqui, é que a maior parte dessas vendas se deve à consumerização, principalmente nos Estados Unidos.
Taurion afirma que em breve o mundo estará dividido em dois: Apple e Android, sendo que o primeiro será o responsável pelo maior faturamento e o segundo contará com maior participação no mercado, ?pois se trata de uma plataforma gratuita, que muitos fabricantes utilizam?.
