CEO da Cisco prega reinvenção constante dos negócios

O mundo mudou consideravelmente nas últimas décadas. Tudo indica que esse movimento não irá parar tão cedo. Ao contrário, a tendência aponta para uma aceleração. Com isso em mente, John Chambers, CEO e chairman da Cisco, subiu ao palco do Partner Summit 2012 e pregou a necessidade de a companhia praticar uma reinvenção constante de seus negócios. ?Vivemos em momento em que o planeta passa de um cenário de conectado para hiperconectado. Isso intensifica a velocidade das transformações?, julga.
?Há algum tempo tínhamos grandes competidores que sumiram por não fazerem as transformações exigidas pelo mercado. Além disso, outros viraram apenas sombra do que já foram?, cita, para disparar: ?Juniper é mais forte hoje do que era há um ano? E a HP??. Chambers não acredita que hoje seja mais difícil fazer negócio do que há um ano, mas afirma que é preciso adotar uma postura crítica para conseguir fazer essa transição. ?Se não mudarmos ficaremos pelo caminho como 3Com, Nortel e outras?, alfineta.
Os impactos desse contexto são perceptíveis se pensarmos que a própria fabricante passou de uma companhia de roteadores para tentar posicionar-se além da TI, como provedora de tecnologias fim a fim capazes de transformar estratégias de seus clientes. ?Empresas buscam arquiteturas capazes de resolver seus problemas de negócio?, condensa. Em tal cenário, seus parceiros precisam traduzir o dialeto da TI usado com CIOs para o dos negócios, falado pelos CEOs, que buscam ferramentas capazes de elevar a lucratividade.
Para promover as mudanças necessárias em sua estratégia a Cisco tenta captar insights para identificar rumos. A fabricante se esforça para ouvir as mensagens dadas por parceiros e clientes. ?Temos chance de mudar o mundo juntos?, comenta Chambers, chamando os aliados presentes no encontro para ajudá-lo na tarefa e ressaltando o patamar sem fronteiras trazido pela globalização vivida nas últimas décadas, o que faz com que novos clientes surjam em mercados emergentes e, em muitos casos, pulando fases de adoção tecnológica correntes em economias mais tradicionais.
?Cada vez mais a rede vira um componente-chave para que a tecnologia funcione?, reforça, reconhecendo que ninguém gosta de mudanças, ?mas elas são fundamentais?. Dentre as prioridades da companhia figuram equipamentos core; soluções de virtualização; data center, virtualização e nuvem; vídeo; arquitetura para transformação de negócios; serviços e diferenciação ? massa de conceitos que se traduzem na mensagem já adotada há alguns anos: mobilidade, cloud e vídeo.
Dentro da ideia de reinvenção constante, a tarefa e missão dos provedores TI é simplificar a forma de fazer negócios, promovendo inovações de forma consistente e que gerem mais produtividade a seus clientes. ?Pensamos em hardware e software, virtual e físico e integrar isso em uma arquitetura combinada. Isso transforma a rede em uma plataforma?. O líder da fabricante enfatiza as transformações trazidas pela rede mundial de computadores. A seta que mostra roadmap de evolução, ainda, aponta para letras maiúsculas onde se lê ?internet of things? (internet das coisas, no português). Resta saber como isso se desenrola nas próximas ações da fabricante.
