Carro que dirige sozinho: veja 5 mudanças que tecnologia trará

Até 2040, carros autodirigidos, como aquele do projeto do Google, representarão 75% dos automóveis em circulação no mundo. A perspectiva é do Ieee, uma organização técnico-profissional mundial. “Com qualquer forma de transporte inteligente, a construção da infraestrutura para acomodá-lo muitas vezes é a maior barreira para a adoção generalizada”, disse, por meio de nota, Alberto Broggi, membro sênior do Ieee e professor de Engenharia da Computação da Universidade de Parma, na Itália.
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Já familiarizado com o tema, Broggi foi diretor de um projeto em 2010 que permitiu que dois carros sem motorista fizessem uma viagem de 8 mil milhas com sucesso, indo de Roma a Xangai.
O crescente uso de carros sem condutor será o catalisador para transformar a viagem veicular nos próximos 27 anos, provocando grandes mudanças nas interseções, fluxo de tráfego, rodovias e licenças do motorista.
Veja, abaixo, as cinco adaptações esperadas por conta do movimento:
- Sem luzes à frente: carros sem motorista operam por meio do uso de sensores de comunicação. Através da comunicação entre um veículo e outro e entre um veículo e a infraestrutura, não deverá haver necessidade de semáforos e sinais de parada, já que a maioria dos carros na rua não terá condutor. “Interseções serão equipadas com sensores, câmeras e radares que podem monitorar e controlar o fluxo de tráfego para ajudar a eliminar colisões do motorista e promover um fluxo de tráfego mais eficiente. Os carros irão operar automaticamente, eliminando assim a necessidade de semáforos”, acrescentou Broggi.
- Pista: cada tipo de veículo teria sua própria pista designada, o que ajudaria a minimizar os congestionamentos, aumentar a eficiência e permitir velocidades mais rápidas. “O uso de faixas exclusivas na rodovia irá proporcionar fluxos de tráfego mais ágeis, o que tornará os veículos mais eficientes”, disse Azim Eskandarian, membro do Ieee e diretor do Centro de Pesquisa de Sistemas Inteligentes. “Este novo fluxo de tráfego, juntamente com o aumento das viagens automatizadas, também permitirão que carros viagem com maior segurança e velocidades muito mais rápidas.”
- Alta velocidade: com menos risco de erro humano, os automóveis poderão atingir velocidades muito maiores do que com as quais estamos acostumados. Broggi acredita que altas velocidades de até 160 quilômetros por hora serão absolutamente possíveis em 2040.
- Chamando todos os carros: não há motivo para ter posse de um carro. Será muito mais fácil compartilhar automóveis dentro dessa nova perspectiva. “Considerando que atualmente os carros ficam estacionados por quase 94 por cento de seu tempo de vida, serviços de veículos compartilhados irão promover um maior movimento entre eles, garantir uma operação mais eficiente e com menos gás”, explicou Broggi.
- Carteira para quê?: Além disso, programas de compartilhamento de motoristas de veículos irão permitir que pessoas de todas as idades e habilidades utilizem tais carros, eliminando assim a necessidade de ter uma carteira de motorista. “As pessoas não precisam de uma licença para se sentar em um trem ou ônibus”, disse Eskandarian. “Desde que o carro esteja funcionando de forma autônoma, não haverá quaisquer requisitos especiais para usar o veículo como uma forma de transporte.
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