Para 75% das empresas brasileiras, trabalho híbrido retêm funcionários

No entanto, apenas 63% dos trabalhadores do País aprovam atuais regimes adotados por empresas

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1:05 pm - 21 de julho de 2025
Foto: Shutterstock

No Brasil, 75% das empresas acreditam que o modelo híbrido de trabalho é importante para reter funcionários, enquanto no mundo essa proporção chega a 80%. Essa percepção é baseada em dados empíricos: 64% das brasileiras indicam aumento em taxas de retenção como resultado de políticas relacionadas ao trabalho híbrido (a média global é de 69%).

Os dados fazem parte de um estudo recente da Cisco, que aponta que a importância do trabalho “de qualquer lugar” para os trabalhadores, especialmente os mais talentosos e produtivos. A pesquisa – chamada Navegando por Estratégias de Trabalho Híbrido em Ambientes de Trabalho em Evolução – ouviu 21,5 mil empregadores e funcionários de diversos setores em 21 mercados, incluindo o Brasil.

“A flexibilidade não significa que todos estejam trabalhando remotamente o tempo todo, mas que é possível levar em consideração as necessidades de cada indivíduo. Um dos grandes destaques do estudo é o fato da flexibilidade fazer com que os melhores profissionais tenham um desempenho melhor”, diz em comunicado Fran Katsoudas, vice-presidente executiva e diretora de pessoas, políticas e propósitos da Cisco.

A pesquisa revela ainda lacunas na percepção entre empresas e empregados em relação às políticas de retorno ao escritório, flexibilidade e tecnologia. No Brasil, 80% das empresas receberam positivamente as diferentes políticas de regime híbrido, percentual que cai para 63% entre os trabalhadores. Globalmente, os índices são de 78% e 64%, respectivamente.

Além disso, 63% das companhias e 53% dos funcionários no País acreditam que sua organização garante uma experiência “perfeita” para os funcionários em todos os ambientes, ou seja, o cenário de trabalho híbrido não é exatamente o melhor possível. No mundo resultados são de 59% e de 46%, respectivamente.

Confiança = produtividade

O levantamento elaborado pela Cisco indica também que a confiança no funcionário gera maior produtividade. Da perspectiva dos funcionários, 77% acreditavam que as exigências rígidas de retorno ao escritório eram motivadas por falta de confiança, e somente 39% concordaram que dias obrigatórios no escritório aumentam a produtividade.

Em relação ao bem-estar dos trabalhadores, apenas 28% dos funcionários consideram essas exigências benéficas em comparação aos 42% dos empregadores. No entanto, isso não significa que os funcionários nunca queiram ir ao escritório: 92% acreditam que a comunidade e a colaboração são aspectos importantes.

Profissionais de alto desempenho consideram, em 78% dos casos, deixar a empresa se as políticas de trabalho não forem flexíveis o suficiente (apenas 34% preferiam trabalhar no escritório). Mesmo assim, muitos ainda veem vantagens em passar um tempo no escritório, com 85% acreditando que ajuda no avanço da carreira.

A pesquisa completa da Cisco pode ser lida (em PDF) nesse link.

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Redação

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