Carreira

Ferrugem profissional: 44% sentem falta de desafios e 21% estão desmotivados

Nem sempre o vilão do trabalho, para os trabalhadores, é a sobrecarga. Segundo um estudo publicado recentemente pela especialista em benefícios Pluxee e feito com 615 profissionais, embora 80% se declarem satisfeitos com o trabalho atual, 44% acham que poderiam assumir tarefas mais desafiadoras. É o “rust-out”, ou enferrujamento profissional, em tradução livre, o que significa falta de desafios e de perspectivas de crescimento.

Segundo os autores do estudo, o rust-out ocorre quando o profissional está satisfeito, mas pouco estimulado e pouco atento ao próprio desenvolvimento. Ele perde gradualmente motivação, senso de evolução e propósito.

“Quando analisamos os resultados, vemos uma queda justamente nos fatores que sustentam o engajamento no longo prazo: desafio, desenvolvimento e reconhecimento. Isso evidencia que a ausência de crescimento enfraquece gradualmente o vínculo das pessoas com a organização”, diz em comunicado Fabiana Galetol, diretora executiva de pessoas e responsabilidade social da Pluxee no Brasil.

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O levantamento mediu o nível de concordância com diferentes afirmações sobre a experiência profissional, em uma escala de 1 a 5. Os índices são mais altos quando o tema é propósito e sentido: a média chega a 3,92 para a afirmação “vejo sentido no que faço” e a 3,82 para “tenho energia e disposição no dia a dia”. Mas caem em indicadores relacionados a crescimento e reconhecimento: média de 3,49 em contribuição do trabalho para o bem-estar emocional, 3,33 para oportunidades de desenvolvimento e 3,26 para reconhecimento justo.

Segundo o levantamento, 25% dos ouvidos consideram buscar outro trabalho nos próximos meses, e 21% relatam se sentir desmotivados ou entediados com frequência.

“O que chama atenção é o contraste entre altos níveis de satisfação e sinais claros de estagnação. Isso mostra que muitas empresas conseguem manter ambientes estáveis, mas não necessariamente estimulantes. No longo prazo, essa acomodação pode comprometer inovação, retenção de talentos e a competitividade das organizações”, diz a executiva.

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