Carência de desenvolvedores de interfaces sociais é gargalo para TI brasileira

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9:58 am - 24 de julho de 2013

Frente à crescente demanda na criação de interfaces sensoriais capazes de estabelecer uma conexão mais profundas entre homem e máquina algumas áreas de tecnologia estão preocupados com a carência de profissionais técnicos especializados.

Projeções do Evans Data Group estimam que o Brasil terá cerca de 500 mil desenvolvedores de software em dois anos, o que colocaria o país na 6ª posição mundial. No entanto, segmentos da indústria como robótica, aplicações comerciais de rádio frequência (RFID), eletrônica e realidade aumentada irão enfrentar dificuldades em encontrar técnicos capacitados.

O aumento da necessidade por desenvolvedores de aplicativos e software embarcado para produtos de uso comum, como eletrodomésticos e brinquedos já é uma realidade enfrentada pelas empresas. Segundo dados divulgados recentemente pelo IDC, o Brasil hoje figura como a quarto maior país consumidor de bens de TI (que englobam TI e Telecom), possuindo um mercado de US$ 169 bilhões, atrás apenas dos EUA, Japão e China. Mesmo assim, o IDC aponta que a escassez de técnicos em desenvolvimento gira em torno 117 mil profissionais, representando um grande entrave para a evolução do setor que, sem dúvidas, irá enfrentar cada vez mais desafios para formar seus times de TI.

Esta foi uma das discussões levantadas durante a sexta edição da conferência The Developers Congress (TDC), realizada recentemente em São Paulo, que reuniu a comunidade de desenvolvedores locais e empresas de tecnologia para discutir a defasagem de profissionais e as novas tecnologias que serão tendência para os próximos anos, como das tecnologias de entrega de serviços baseados em software, como data centers virtuais e computação em nuvem.

 

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